Categoria: Economia, Indústria e Comércio

  • As moedas de 1 real mais raras e valiosas do Brasil

    As moedas de 1 real mais raras e valiosas do Brasil

    A moeda de 1 real em comemoração ao cinquentenário da Declaração Universal dos Direitos Humanos é considerada a mais valiosa e rara do Plano Real devido à sua baixa tiragem, com apenas 600.000 unidades produzidas. O seu valor de mercado atual é R$ 550, podendo chegar até a R$ 1.000.

    O valor elevado de uma moeda é determinado pela sua raridade e pelo seu estado de preservação. Por esse motivo, os preços podem variar significativamente ao buscar por moedas raras. Geralmente, as moedas de 1 real mais valiosas são as comemorativas que tiveram uma produção limitada.

    Outras moedas de 1 real altamente valorizadas são aquelas que apresentam defeitos de fabricação. Essas moedas podem atingir valores na casa dos milhares de reais e são altamente desejadas pelos colecionadores.

    No âmbito dos colecionadores de moedas, três estados de conservação são essenciais para determinar o valor de cada peça. São eles:

    1. Muito Bem Conservada (MBC): possui pelo menos 70% dos detalhes da cunhagem original, com não mais que 20% de desgaste.
    2. Soberba: moeda com pouca circulação, mantendo no mínimo 90% dos detalhes da cunhagem original.
    3. Flor de Cunho: preserva todos os detalhes da cunhagem original e nunca esteve em circulação. Essas moedas saem diretamente do banco e são manuseadas com luvas.

    Outras moedas de 1 real valiosas

    Moeda da Bandeira dos Jogos Olímpicos

    No ano de 2012, foi lançada a moeda da “entrega da bandeira olímpica”, marcando a transição dos jogos olímpicos de Londres em 2012 para o Rio de Janeiro em 2016. Sua singularidade reside na tiragem restrita, contando apenas com 2 milhões de unidades produzidas, o que a transformou em uma das moedas de 1 Real mais valiosas. Quando encontrada em estado de flor de cunho, seu valor de mercado pode superar os R$ 350,00.

    A história dessa moeda reflete a celebração de um momento marcante no mundo esportivo, simbolizando a passagem da responsabilidade olímpica de uma cidade para outra. Essa raridade numismática, combinada com sua conexão histórica e demanda entre os colecionadores, contribui para sua alta cotação no mercado de colecionáveis.

    Características

    Valor facial:1 real
    Tiragem autorizada pelo Comunicado n° 22.827:2.016.000
    Quantidade em circulação:ver “dinheiro em circulação”
    Peso:7g
    Composição básica:Aço inoxidável (núcleo) e aço revestido de bronze (anel)
    Diâmetro:27mm
    Borda:serrilhada
    Método de cunhagem:Comum
    Concepção e projeto:Banco Central do Brasil e Casa da Moeda do Brasil

    No anverso, a Bandeira Olímpica e a logomarca dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Em torno da composição, aparecem as legendas “Entrega da Bandeira Olímpica”, “Londres 2012 – Rio 2016” e “Brasil”.

    As características do reverso permaneceram inalteradas.

    Moeda de 1 Real de 1999

    Moeda de 1 Real de 1999

    Embora não tenha sido originalmente planejada como uma moeda comemorativa, a edição de 1999 da moeda de 1 Real conquistou grande valor entre os colecionadores, principalmente devido à sua tiragem extremamente limitada, totalizando apenas 3,84 milhões de unidades. Hoje, essa moeda atrai atenção por seus aspectos numismáticos e históricos, resultando em uma ampla gama de preços no mercado, dependendo de seu estado de conservação.

    Uma moeda de 1 Real da tiragem de 1999, classificada como flor de cunho, pode ser encontrada disponível para compra por valores que variam consideravelmente, muitas vezes ultrapassando os R$ 300,00. Esse valor reflete a alta demanda de colecionadores que buscam adicionar essa peça rara e significativa às suas coleções, reconhecendo seu valor intrínseco e histórico dentro do universo numismático.

    Característica

    Valor facial:R$ 1,00
    Período de circulação:Em circulação a partir de 1º/7/1998
    Diâmetro(mm):27,0
    Peso(g):7,84
    Espessura(mm):1,95
    Material:Cuproníquel (núcleo) e Alpaca (anel)
    Ano da produção
    /tiragem:
    1998 – 18.000.000
    1999 –   3.840.000
    • Anverso: Efígie da República, desenhos indígenas no anel e dístico BRASIL.
    • Reverso: Valor, data e alusão ao Pavilhão Nacional; desenhos indígenas no anel.

    Moeda em comemoração ao 40º Aniversário do Banco Central

    Moeda em comemoração ao 40º Aniversário do Banco Central
    Imagem: Banco Central

    Introduzida em 2005, a moeda em homenagem aos 40 anos do Banco Central ganhou um apelo especial entre os colecionadores. Mesmo com uma tiragem inicial considerável de 40 milhões de unidades, essa moeda se destaca e é altamente desejada, especialmente quando está em estado de conservação impecável, conhecido como “flor de cunho”. No mercado atual, é possível encontrar essa moeda à venda por valores que ultrapassam R$ 30,00, refletindo o interesse crescente e a valorização que ela adquiriu ao longo do tempo.

    Essa peça numismática não apenas comemora um marco significativo na história do Banco Central, mas também representa um tesouro para os entusiastas da numismática. Seu valor vai além da mera quantia impressa, abraçando a história e a admiração de colecionadores que reconhecem a singularidade e o significado cultural associados a essa moeda comemorativa.

    Moedas de 1 real com defeito com valores altos no mercado da numismática

    Moedas de 1 real com defeito com valores altos no mercado da numismática
    Moeda comemorativa dos 25 anos do real – Imagem: Banco Central

    Pequenos defeitos podem transformar o valor de uma moeda de 1 Real em algo surpreendente, ultrapassando os R$ 1.000,00. Essas peculiaridades, sejam resultantes de falhas mecânicas ou erros humanos durante a fabricação, ou até mesmo falhas de design que acabaram sendo produzidas em massa, são extremamente raras. Alguns entusiastas da numismática chegam a desembolsar milhares de reais para adicioná-las às suas coleções.

    Moeda de 1 Real celebrando o Centenário de Juscelino Kubitschek com núcleo deslocado

    Uma moeda comemorativa do Centenário de Juscelino Kubitschek que apresenta seu centro deslocado em relação à parte prateada pode alcançar um valor de até R$ 1.000,00.

    Moeda de 1 Real com cunhagem em único metal

    As moedas de 1 Real, geralmente feitas com dois metais – prateado e dourado – às vezes são cunhadas apenas com um tipo de metal. Essas variantes são excepcionalmente raras e podem valer até R$ 1.500,00.

    Moeda de 1 Real com cunho descentralizado

    Popularmente conhecidas como “moedas com boné”, essas são moedas em que, durante o processo de cunhagem, o disco central não fica alinhado corretamente em sua face. Para os colecionadores, quanto mais notável for essa descentralização, maior o interesse. Uma moeda de 1 Real com um alto grau de descentralização pode atingir um valor de até R$ 1.500,00.

    Moeda de 1 Real com dupla batida

    Em ocasiões raras, durante a fabricação de uma moeda, ela pode ser submetida a uma batida dupla de cunhagem, resultando em informações duplicadas em sua face. Uma moeda de 1 Real com essa peculiaridade pode valer até R$ 2.000,00, dependendo da natureza da duplicação.

    Moeda de 1 Real com dupla face

    As moedas duplamente facetadas apresentam as mesmas informações de ambos os lados. Uma moeda de 1 Real com o valor estampado em ambas as faces pode alcançar um valor de até R$ 3.500,00.

  • Honda, Nissan e Mitsubishi se unem para criar gigante automotiva

    Honda, Nissan e Mitsubishi se unem para criar gigante automotiva

    A Honda, a Nissan e a Mitsubishi anunciaram oficialmente uma fusão estratégica que visa fortalecer a posição dessas montadoras no cenário global. A aliança foi confirmada em uma declaração conjunta das empresas, e a fusão deve ser finalizada em agosto de 2026, posicionando o trio como a terceira maior montadora do mundo, atrás apenas de gigantes como Toyota e Volkswagen. Esta movimentação surge como resposta ao crescente desafio imposto pela evolução acelerada das tecnologias, especialmente os veículos elétricos (EV) e os avanços na direção autônoma.

    A colaboração entre as três marcas não é uma surpresa completa, já que a Honda e a Nissan já estavam unindo forças em algumas áreas específicas, como o desenvolvimento de tecnologias de direção autônoma e emissão zero. Agora, essa parceria se expandiu para incluir a Mitsubishi, que se junta ao esforço coletivo para criar uma linha de produtos inovadores. No entanto, a fusão ainda está em seus estágios iniciais, e muitos detalhes sobre como a Mitsubishi será integrada à nova holding não foram completamente revelados.

    Desafios e o futuro da indústria automotiva no Japão

    Com o fechamento de mais de 9 mil pequenas e médias empresas que atuam como fornecedoras para a Honda, Nissan e Mitsubishi, uma grande transformação está em andamento no Japão. A maioria dessas empresas são de produção arcaica, utilizando processos de fabricação antiquados, que não são compatíveis com as novas demandas tecnológicas do mercado. A modernização das fábricas e a integração de novos processos produtivos são inevitáveis, mas isso pode significar o fechamento de muitas dessas pequenas empresas, com o corte direto de mão de obra.

    Esse movimento gera preocupações sobre a adaptação de uma mão de obra desqualificada, que pode não ter a capacidade de acompanhar as novas exigências do mercado. Toshihiro Mibe, CEO da Honda, reconheceu que as discussões sobre o impacto dessa transformação ainda estão no início, o que revela uma incerteza sobre os efeitos dessa fusão sobre a experiência do consumidor e os trabalhadores no Japão.

    Por outro lado, o CEO da Nissan, Makoto Uchida, expressou confiança no potencial da parceria para impulsionar a criação de novos produtos, com ênfase na inovação tecnológica. No entanto, ainda existe uma grande dúvida sobre se a união será suficiente para competir com gigantes do setor de veículos elétricos, como a Tesla e a BYD, que estão dominando o mercado de EV com suas tecnologias avançadas.

    O impacto nas pequenas empresas e nos empregos no Japão

    Com o fechamento iminente de tantas fábricas pequenas e de processos obsoletos, o Japão enfrenta um grande desafio: o que fazer com a mão de obra excedente? A resposta, de acordo com especialistas, é uma reconfiguração do mercado de trabalho, onde a mão de obra desqualificada será redirecionada para outros setores, como a agricultura, cuidados com idosos, indústria alimentícia e serviços gerais.

    Entretanto, os salários para esses trabalhos são bastante baixos, com valores que não ultrapassam ¥1.100 por hora, sem incluir horas extras. Além disso, as oportunidades de emprego em setores que exigem pouca qualificação não são atrativas financeiramente. Para muitos trabalhadores estrangeiros, especialmente aqueles sem formação técnica ou universitária, a realidade parece estar se tornando mais desafiadora à medida que os empregos na indústria tradicional vão desaparecendo.

    A crise da mão de obra não qualificada

    A crise do trabalho no Japão é um reflexo de um problema global que se intensifica à medida que a tecnologia e a automação tomam o lugar da mão de obra humana. O Japão, um dos países mais avançados em termos tecnológicos, está vendo um deslocamento massivo de empregos operacionais para tecnologias automatizadas. Isso coloca uma pressão enorme sobre aqueles que não têm qualificação para trabalhar em fábricas de última geração ou no setor de tecnologia.

    O Japão, que sempre teve uma força de trabalho altamente qualificada, está enfrentando um fenômeno semelhante ao de outras economias desenvolvidas: a escassez de empregos para pessoas que não possuem educação formal ou habilidades técnicas. Para essas pessoas, os novos mercados de trabalho estão se tornando cada vez mais limitados, com empregos em setores como agricultura ou cuidados de saúde oferecendo salários baixos e condições de trabalho precárias.

    Além disso, o cenário para os trabalhadores estrangeiros que chegam ao Japão para preencher a lacuna de trabalho na indústria também está mudando. Para os sul-americanos, que representam uma parcela significativa da força de trabalho em várias fábricas japonesas, a situação não é mais tão simples. O país começa a adotar uma política de uso de mão de obra qualificada de países como Vietnã, Índia e Indonésia para suas novas plantas de fábricas, que estão sendo modernizadas e adaptadas às novas demandas tecnológicas.

    O futuro dos trabalhadores estrangeiros e as novas oportunidades

    O fechamento das pequenas empresas que empregam muitos trabalhadores não qualificados coloca em dúvida o futuro desses profissionais no Japão. Os trabalhadores não qualificados, que muitas vezes ocupam funções em indústrias de transformação, têm os dias contados em um sistema que exige cada vez mais qualificação e especialização. Isso levanta questões cruciais: Estamos preparados para uma entrevista de trabalho sem tradutores? A mudança de região para procurar um novo emprego será uma possibilidade real para aqueles que não têm uma base de formação técnica ou universitária?

    Além disso, muitos trabalhadores estrangeiros terão que se adaptar à realidade de empregos que oferecem salários inferiores, com valores que raramente ultrapassam ¥1.800 por hora. A questão central para essas pessoas, além da adaptação a novas funções e localizações, é a capacidade de viver de forma digna nas novas regiões de emprego, onde o custo de vida é muitas vezes mais alto e a qualidade dos serviços públicos pode ser inferior.

  • Dólar atinge maior valor desde 1994 e bolsa brasileira enfrenta queda de mais de 3%

    Dólar atinge maior valor desde 1994 e bolsa brasileira enfrenta queda de mais de 3%

    O dólar alcançou o maior valor desde a criação do Plano Real nesta quarta-feira (18), fechando a R$ 6,267, após uma alta de 2,82%. A cotação foi influenciada por uma série de fatores externos e internos, incluindo declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e a decisão do Federal Reserve (Fed), que cortou as taxas de juros nos EUA em 0,25 ponto percentual, mas indicou cautela para o próximo ano.

    O índice Ibovespa, da B3, sofreu queda de 3,15%, atingindo o menor nível desde junho, após a decisão do Fed e a instabilidade política no Brasil, com o Congresso votando um pacote fiscal. As taxas de juros nos Estados Unidos estão entre 4,25% e 4,5% ao ano, afetando negativamente as economias emergentes e intensificando a fuga de capitais. O mercado brasileiro, por sua vez, sente os impactos da pressão externa, refletindo diretamente na desvalorização da moeda nacional e nas oscilações da bolsa.

    “Estamos vendo uma volatilidade inesperada, com fatores internos e externos interagindo de maneira crítica no mercado financeiro”, destacou um analista financeiro.

    O aumento do dólar também está diretamente ligado ao cenário fiscal brasileiro, com a aprovação do primeiro projeto do pacote de corte de gastos obrigatórios no Congresso, o que também gerou incertezas no mercado. Com isso, o cenário de instabilidade permanece, com o dólar pressionando a economia e a bolsa enfrentando perdas.

    O que isso significa para o bolso do brasileiro? A alta do dólar impacta diretamente o preço dos produtos importados e a inflação, refletindo em uma sensação de aumento de custo de vida.

  • Itabirito, Mariana e Ouro Preto registram saldo positivo na geração de empregos em 2024

    Itabirito, Mariana e Ouro Preto registram saldo positivo na geração de empregos em 2024

    O levantamento do CAGED sobre o período de janeiro a outubro de 2024 revelou que os três municípios mineiros registraram mais admissões que demissões, indicando crescimento econômico e movimentação no mercado de trabalho local.

    Mariana, com o maior saldo positivo, registrou 14.281 contratações e 11.560 desligamentos. O município apresentou destaque no setor de construção, que gerou 1.637 empregos, e nos serviços, responsáveis por 815 novas vagas. Em contrapartida, a agropecuária (-19) e o comércio (-18) registraram saldo negativo.

    Itabirito, que gerou 1.894 vagas no período, contou com 12.908 admissões e 11.014 demissões. O setor da construção civil foi o principal responsável pelo desempenho positivo, com 1.276 empregos criados, seguido pela indústria (243) e serviços (223). Por outro lado, a agropecuária (-8) foi o único setor com redução líquida de empregos.

    Ouro Preto, com saldo de 1.001 novos postos de trabalho, apresentou 11.298 admissões e 10.297 desligamentos. Assim como nos demais municípios, a construção civil impulsionou o saldo positivo, com 183 empregos gerados, enquanto a indústria criou 479 postos. No entanto, a agropecuária (-21) também teve queda no município.

    Setores em destaque e variações regionais

    A construção civil consolidou-se como o motor principal de geração de empregos nos três municípios, somando 3.096 vagas no período. Este crescimento reflete o impacto de obras públicas e privadas em andamento, além da retomada econômica pós-pandemia.

    Outro setor relevante foi o de serviços, que criou 1.362 empregos nas três cidades. A demanda crescente por atividades como transporte, saúde, educação e tecnologia foi determinante para os números positivos.

    Por outro lado, os setores de agropecuária e comércio mostraram fragilidades. A agropecuária teve saldo negativo nos três municípios, totalizando uma redução de 48 empregos. No comércio, o desempenho variou, com queda em Mariana (-18) e leve aumento em Itabirito (160) e Ouro Preto (36).

    Perspectivas e desafios

    Os números do CAGED indicam uma recuperação gradativa do mercado de trabalho nos municípios analisados. No entanto, os desafios permanecem, especialmente para os setores que apresentaram desempenho negativo.

    A diversificação econômica e o incentivo a setores estratégicos, como tecnologia e inovação, podem ser fundamentais para sustentar o crescimento e reduzir a vulnerabilidade de segmentos específicos. Além disso, políticas públicas de qualificação profissional podem ser determinantes para o fortalecimento da empregabilidade nas regiões.

    A construção civil, setor com o maior saldo positivo, segue como um indicativo de retomada econômica. Investimentos em infraestrutura e habitação têm potencial para continuar gerando empregos diretos e indiretos nos próximos meses.

  • Estatal chinesa compra mineradora brasileira em transação bilionária

    Estatal chinesa compra mineradora brasileira em transação bilionária

    A estatal chinesa China Nonferrous Metal Mining (CNMC) adquiriu a Mineração Taboca, operadora da mina de Pitinga, no Amazonas, por US$ 340 milhões (cerca de R$ 1,7 bilhão). A transação reforça a estratégia da China de assegurar o fornecimento de minerais essenciais para tecnologias verdes e eletrônicas, em um cenário de crescente demanda global e incertezas geopolíticas.

    Fundada em 1969, a Mineração Taboca é a maior produtora de estanho refinado do Brasil, suprindo demandas internas e exportando a maior parte de sua produção. A empresa opera a mina de Pitinga, uma das mais ricas do mundo, com reservas estimadas para durar 100 anos. Além do estanho, a mina também produz nióbio, tântalo e elementos de terras raras, essenciais para a fabricação de produtos eletrônicos e tecnologias avançadas.

    A mina, localizada na Amazônia, conta com uma usina hidrelétrica própria para atender suas demandas energéticas, e a planta de metalurgia em São Paulo refina o concentrado de cassiterita em estanho de alta pureza, registrado na Bolsa de Metais de Londres sob a marca Mamoré.

    Para a CNMC, que já é a maior produtora mundial de cobre com operações na Zâmbia, a aquisição da Taboca representa uma diversificação estratégica, integrando novos recursos à sua cadeia produtiva. Essa operação também marca a entrada da estatal chinesa em um mercado altamente relevante para o setor de tecnologias limpas e eletrônicas.

    A Mineração Taboca se destaca pela certificação ISO 9001 e pela produção de estanho refinado com 99,9% de pureza, reconhecida internacionalmente. A empresa também atua nos mercados de nióbio e tântalo, com sua liga metálica FeNbTa, obtida da columbita extraída da mina de Pitinga. A planta hidrelétrica que sustenta a operação industrial é um diferencial competitivo, permitindo uma produção sustentável na Amazônia.

    Com uma capacidade de produção de 17,9 milhões de toneladas anuais de minério, a mina de Pitinga é estratégica para a CNMC, que busca consolidar sua competitividade global ao integrar recursos brasileiros à sua infraestrutura verticalmente integrada.

    Sob o controle da CNMC, espera-se que a mina de Pitinga receba investimentos em tecnologias para melhorar a produtividade e aumentar a eficiência operacional. A estatal chinesa também pode introduzir sistemas inovadores para recuperação de resíduos, fortalecendo práticas sustentáveis e otimizando o uso de recursos minerais.

  • Como duas moedas raras de centavos transformou a sorte de um colecionador em fortuna de mais de R$ 1milhão

    Como duas moedas raras de centavos transformou a sorte de um colecionador em fortuna de mais de R$ 1milhão

    Frequentemente ignoramos o valor dos centavos, mas algumas moedas possuem histórias e características que podem valer uma fortuna. Foi o que aconteceu em 2007, quando Michael Tremonti, um colecionador amador, encontrou um Centavo Lincoln 1969-S Doubled Die, uma moeda americana extremamente rara. O achado mudou sua vida, rendendo valores impressionantes em leilões.

    O que torna a moeda tão especial?

    O Centavo Lincoln 1969-S Doubled Die é uma moeda que se destaca por um erro de fabricação único. Características como marcas extra grossas nas inscrições “In God We Trust”, “Liberty” e nos números “1969” e “S” são as principais evidências do erro de fundição.

    Essas marcas surgiram devido a um problema no processo de fabricação do molde, tornando a moeda uma raridade desejada por colecionadores. Inicialmente, em 1970, acreditava-se que essas moedas eram falsificações. Contudo, o governo americano confirmou a autenticidade de muitas dessas peças, tornando-as ainda mais valiosas no mercado de numismática.

    De acordo com o Professional Coin Grading Services (PCGS), menos de 100 moedas autênticas desse tipo foram produzidas. Dessas, apenas cerca de 40 foram confirmadas como transações reais ao longo dos anos.

    A descoberta de Tremonti

    Enquanto separava um rolo de moedas de 50 centavos em 2007, Tremonti identificou uma moeda diferente. Após avaliação, especialistas confirmaram tratar-se de um Centavo Lincoln 1969-S Doubled Die em perfeito estado.

    Essa moeda foi vendida por impressionantes US$ 126.500, o equivalente a mais de R$ 624 mil na cotação atual do dólar.

    O surpreendente é que Tremonti teve sorte novamente: em 2009, encontrou outro exemplar da mesma moeda, que foi leiloado por US$ 86.250, cerca de R$ 425 mil. Dois achados que transformaram sua vida.

    O mercado de moedas raras

    A raridade dessas moedas, aliada à busca por colecionadores, faz do Centavo Lincoln 1969-S Doubled Die uma peça altamente desejada no mercado de numismática. O valor dessas moedas é influenciado por fatores como:

    • Estado de conservação: Quanto menos circulada, maior o valor.
    • História: Erros de fabricação ou características únicas aumentam a demanda.
    • Raridade: Quanto menor o número de exemplares disponíveis, maior o preço.

    No Brasil, o mercado de moedas raras também atrai muitos entusiastas. Exemplares como a moeda de 1 real da bandeira olímpica, com edição limitada, e outros erros de cunhagem são alvo de colecionadores e negociadas a valores expressivos.

    Como identificar moedas valiosas

    A identificação de moedas raras exige conhecimento técnico. Entre as principais dicas estão:

    • Verificar detalhes incomuns, como erros de cunhagem ou marcas distintas.
    • Consultar especialistas ou serviços de certificação, como o PCGS.
    • Estar atento a moedas comemorativas ou edições limitadas.

    Embora a chance de encontrar uma moeda tão valiosa seja pequena, histórias como a de Tremonti inspiram colecionadores a explorar moedas aparentemente comuns em busca de tesouros ocultos.

    Clique aqui para conhecer sobre o mercado de moedas raras no Brasil!

  • O que é negociação Forex e quais são as estratégias mais eficazes?

    O que é negociação Forex e quais são as estratégias mais eficazes?

    O que é negociação forex? A negociação forex, mais conhecida como negociação de moedas e também chamada de negociação de câmbio, consiste basicamente na compra e venda de moedas no mercado global. É um dos maiores mercados financeiros do mundo, com trilhões de dólares negociados a cada dia. O principal objetivo da negociação forex envolve investir dinheiro nas flutuações dos valores das moedas. Essas flutuações são causadas por diferentes fatores, como indicadores econômicos, eventos geopolíticos e sentimentos de mercado. As transações envolvem a negociação de pares de moedas no mercado forex, onde os traders especulam sobre uma moeda em relação à outra.

    Estratégia Fundamental 

    A análise fundamental na negociação forex é baseada nos fundamentos econômicos que determinam os preços das moedas. Esse tipo de abordagem envolve a análise da saúde de um país em termos de indicadores principais em uma escala baixa e alta, como taxas de juros, dados de emprego, inflação e crescimento do PIB, entre outros. Traders fundamentais bem-sucedidos estão atualizados com eventos globais e lançamentos de notícias, dada a sua potencialidade de impacto instantâneo nos preços das moedas. Por exemplo, eventos como uma eleição política, desastre natural ou decisão surpresa de um banco central podem levar a movimentos acentuados nos pares de moedas. Embora essa estratégia exija um conhecimento profundo de economia e geopolítica, serve muito bem ao seu propósito para traders de longo prazo que dependem de tendências macroeconômicas.

    Estratégia de Análise Técnica 

    A resistência à estratégia acima é a análise técnica, que é uma estratégia de negociação forex baseada no uso de gráficos e dados de preços passados para prever o movimento futuro dos preços. Traders que usam essa estratégia acreditam que padrões de preços históricos tendem a se repetir. Os traders baseiam seus pontos de entrada e saída em observações de movimentos de preços passados. Níveis de suporte e resistência, médias móveis e indicadores técnicos como RSI ou MACD são as principais ferramentas usadas na análise técnica. Os níveis de suporte são aqueles preços nos quais um par de moedas tende a encontrar interesse de compra, enquanto os níveis de resistência são aqueles que tendem a atrair pressão de venda. Ao conhecer esses níveis, os traders visam comprar em torno do suporte e vender em torno da resistência, aproveitando as reversões de preços. A análise técnica é talvez mais importante para traders de curto prazo—o day trader ou o swing trader—já que essa técnica pode descobrir oportunidades mesmo nos menores períodos de tempo. Ela requer disciplina e um bom conhecimento de ferramentas técnicas para não ser enganado por sinais falsos.

    Estratégia de Seguir Tendência

    A estratégia de seguir a tendência se concentra em identificar a tendência predominante do mercado e negociar em uma direção ou outra. Uma tendência representa apenas a direção geral que um par de moedas toma ao longo do tempo. Os traders tentam entrar nas posições que, de acordo com uma tendência bem identificada, devem corresponder a ela—seja para cima, altista, ou para baixo, baixista. As chaves comuns para negociar tendências são paciência e disciplina, que colocam o trader na tendência e o mantêm nela enquanto a tendência estiver intacta. Eles costumam usar indicadores técnicos, como médias móveis ou linhas de tendência, que confirmam a direção da tendência e indicam os melhores momentos para entrar ou sair das negociações.

    Gestão de Risco na Negociação Forex

    Independentemente da estratégia empregada, a gestão de risco desempenha um papel crítico na negociação forex. Por meio da alavancagem, os traders podem controlar grandes posições com uma quantidade relativamente pequena de capital. No entanto, a alavancagem também significa perdas aumentadas. Os melhores traders aprenderam a limitar seu risco por meio de ordens de stop-loss, que encerram automaticamente uma negociação quando o preço de um ativo atinge um nível predeterminado. Isso também inclui a abstenção de sobre-alavancagem, onde uma única negociação pode eliminar toda a conta.

    Conclusão

    Em suma, a negociação forex tem um potencial de lucro, mas requer uma compreensão correta do mercado, apoiada por estratégias eficazes. Seja por meio da análise fundamental, análise técnica ou mesmo uma negociação de tendência, o sucesso no mercado forex depende de vários fatores: conhecimento, disciplina e gestão de risco eficaz. Com a abordagem correta, os traders podem navegar pelas vastas complexidades do mercado forex para alcançar o sucesso a longo prazo.

  • Gerdau abre 35 vagas de capacitação e mentoria para o empreendedorismo

    Gerdau abre 35 vagas de capacitação e mentoria para o empreendedorismo

    A Gerdau, uma das maiores empresas de aço do Brasil, está com inscrições abertas para o programa Gerdau Transforma, uma iniciativa que busca capacitar e orientar empreendedores da cidade de Lassance, Minas Gerais. Com início previsto para 25 de novembro, o programa, que é gratuito, tem como público-alvo pessoas com mais de 18 anos, residentes da região, que possuam um negócio ou que tenham o desejo de empreender.

    Com 35 vagas disponíveis, as aulas serão presenciais e seguirão até o dia 29 de novembro, sendo ministradas por instrutores especializados na metodologia By Necessity, desenvolvida pela Besouro de Fomento Social, em parceria com a Gerdau. A metodologia é voltada para a realidade de pequenos empreendedores e busca proporcionar ferramentas práticas de gestão, estruturando negócios para que se tornem viáveis e sustentáveis.

    O programa Gerdau Transforma foi criado em 2019 e já impactou mais de 30 mil pessoas e beneficiou diretamente 3.520 empreendedores em 461 cidades no Brasil e na América Latina. Para Lassance, a expectativa é que a capacitação forneça não apenas conhecimento teórico, mas também o apoio necessário para que os empreendedores locais possam alavancar seus negócios.

    A metodologia utilizada no curso revisita o modelo tradicional de plano de negócios, dividindo o conteúdo em dez etapas práticas e adaptadas ao contexto de pequenos empreendedores. Os participantes aprenderão a construir conceitos de produtos e serviços, realizar pesquisa de mercado, traçar estratégias de marketing, projetar vendas e gerenciar o fluxo de caixa. O resultado é um plano de ação que visa gerar renda de forma imediata e permitir o crescimento sustentável dos negócios.

    Paulo Boneff, líder global de responsabilidade social e desenvolvimento organizacional da Gerdau, destaca a importância do programa: “O empreendedorismo tem um papel fundamental na construção de uma sociedade mais justa, e o programa Gerdau Transforma tem por objetivo capacitar profissionais informais e autônomos, transformando ideias e sonhos em um negócio rentável.” Segundo ele, a educação empreendedora é um pilar estratégico da atuação social da Gerdau, que acredita na capacitação como um fator de empoderamento para a construção de um futuro melhor.

    A estrutura do curso foi pensada para atender a empreendedores com diferentes graus de experiência, focando em atividades que trazem o aprendizado para a prática. Desde a análise do contexto de mercado até o desenvolvimento de ações de divulgação e projeções de vendas, o curso oferece uma abordagem completa, cobrindo aspectos essenciais para o desenvolvimento de um negócio. Ao final do treinamento, cada participante terá elaborado um plano de ação detalhado, facilitando a implementação de estratégias de geração de renda.

    Além das aulas, os alunos terão acompanhamento por 90 dias com consultores especializados, um período que funcionará como uma fase de incubação. Durante esse tempo, os participantes poderão tirar dúvidas, receber orientação prática e ajustar suas estratégias conforme a aplicação real dos conceitos aprendidos. Esse suporte adicional é essencial para que os novos negócios tenham um início bem-sucedido e possam se consolidar no mercado.

    O curso também se diferencia por adaptar o conceito de plano de negócios às necessidades de pequenos empreendimentos. Em vez de um modelo rígido, os participantes elaboram um plano simplificado e voltado para resultados rápidos, permitindo uma aplicação prática e direta. A metodologia By Necessity, utilizada pelo programa, visa criar empreendimentos sólidos e que respondam às necessidades e oportunidades locais, possibilitando que os participantes desenvolvam autonomia e fortaleçam a economia da região.

    Serviço – Curso presencial Gerdau Transforma – Lassance (MG)

    • Para realizar sua inscrição, acesse.   
    • Período: 25 a 29 de Novembro
    • Endereço: Rua Enizio Perdigão,  440 – Centro, Lassance/MG
    • Horário: 19h às 22h 
  • CBMM inaugura em Araxá a maior unidade de produção de ânodos de Nióbio do mundo, impulsionando inovação em baterias

    CBMM inaugura em Araxá a maior unidade de produção de ânodos de Nióbio do mundo, impulsionando inovação em baterias

    A Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), líder mundial na produção de Nióbio, inaugurou neste mês de novembro, em Araxá, Minas Gerais, a maior unidade de produção de ânodos de Nióbio do mundo.

    O espaço é voltado à produção em larga escala da tecnologia de ânodo ativo XNO®, desenvolvida pela Echion Technologies, que proporciona carregamento ultrarrápido para baterias de íons de lítio. Com uma capacidade inicial de 2.000 toneladas anuais, a nova instalação representa um marco estratégico para a CBMM e visa atender à crescente demanda global por essa inovação tecnológica.

    A parceria entre a CBMM e a Echion Technologies é um exemplo de cooperação entre ciência e indústria. Juntas, as empresas visam expandir o uso do Nióbio no setor de baterias, especialmente para veículos pesados e equipamentos industriais.

    O material XNO®, desenvolvido pela Echion, permite que baterias sejam carregadas com extrema rapidez, mantendo segurança e alta densidade energética mesmo sob condições extremas. Ricardo Lima, CEO da CBMM, destaca a relevância da parceria: “Essa inauguração é um marco na nossa história e permite que a CBMM continue transformando ciência em tecnologia, e tecnologia em negócios.

    A planta recém-inaugurada é essencial para atender à demanda de clientes globais, fabricantes de células de bateria e consumidores finais. Com essa capacidade de produção, a CBMM e a Echion têm uma posição estratégica para responder às necessidades de indústrias que buscam uma transição para a eletrificação e a redução de emissões de carbono, fortalecendo o movimento global de descarbonização.

    O ânodo de Nióbio XNO®, desenvolvido pela Echion Technologies, foi projetado para revolucionar o setor de baterias. Ele permite que baterias de íons de lítio sejam carregadas de maneira ultrarrápida, alcançando vida útil de até 10.000 ciclos, uma característica particularmente atraente para veículos pesados e equipamentos industriais que necessitam de alto desempenho. O CEO da Echion, Jean de La Verpilliere, enaltece a parceria com a CBMM e a importância dessa inovação para a indústria global de baterias: “O XNO® já está impactando de forma positiva nossos clientes de fabricação de células, OEMs downstream e usuários finais.”

    O XNO® foi desenvolvido para assegurar o menor custo total de propriedade aos usuários finais, sendo uma opção viável para reduzir a necessidade de substituição frequente de baterias em frotas comerciais e industriais. A durabilidade estendida e a alta densidade de energia do Nióbio são diferenciais que destacam a tecnologia em um mercado cada vez mais competitivo.

    Expansão e compromissos de sustentabilidade da CBMM

    A CBMM, que atualmente investe R$ 250 milhões anualmente em seu Programa de Tecnologia, tem como meta que 30% de sua receita provenha de produtos não siderúrgicos até 2030, em linha com as tendências de diversificação e inovação. O setor de baterias é central no plano de crescimento da companhia, que visa atingir uma capacidade de 20 mil toneladas de óxido de Nióbio para uso em baterias até o final da década.

    Com o foco em sustentabilidade, a CBMM destaca que a nova planta fortalece seu compromisso com a descarbonização, um objetivo alinhado com as tendências globais de eletrificação. Essa abordagem também contribui para os objetivos de desenvolvimento sustentável, ao promover tecnologias que permitem a expansão de veículos e máquinas movidos a eletricidade em substituição a combustíveis fósseis.

    A planta de Araxá é fruto de um projeto de longa data da CBMM e da Echion, pensado para responder a desafios técnicos e ambientais do setor de baterias. Localizada estrategicamente no coração da produção de Nióbio, a instalação conta com alta capacidade produtiva e infraestrutura de ponta, permitindo uma operação segura e sustentável. A meta é ampliar a produção à medida que a demanda por baterias de carregamento ultrarrápido cresce globalmente.

    A nova instalação não só consolida a posição da CBMM e da Echion no mercado de baterias, mas também impulsiona o desenvolvimento de outras tecnologias à base de Nióbio. Essa diversificação é essencial para a indústria brasileira, que ganha competitividade e inovação com cada novo avanço científico implementado.

    Investimento e perspectivas para o mercado de baterias

    A inauguração da unidade em Araxá insere a CBMM e a Echion em uma trajetória promissora para o mercado de eletrificação e armazenamento de energia. Em um contexto onde a demanda por veículos elétricos e soluções de energia renovável está em alta, a tecnologia XNO® oferece vantagens que atendem tanto a questões ambientais quanto econômicas. A durabilidade e a eficiência do Nióbio representam uma solução ideal para diversas aplicações, e o investimento em inovação é o que posiciona o Brasil como um dos principais produtores de materiais estratégicos para essa transição energética.

    Com a inauguração da unidade, a CBMM espera acelerar o crescimento no mercado de baterias nos próximos anos, com previsão de aumentar significativamente sua participação nesse segmento até 2030. Além disso, a instalação contribui para o fortalecimento da economia local, com geração de empregos e investimento em infraestrutura, tornando Araxá um polo relevante na cadeia de suprimentos para a indústria de baterias.]

  • Projeto Araxá promete mil vagas e R$ 2 bilhões em investimentos em MG com a exploração de nióbio e terras-raras

    Projeto Araxá promete mil vagas e R$ 2 bilhões em investimentos em MG com a exploração de nióbio e terras-raras

    O estado de Minas Gerais acaba de atrair um investimento massivo na área de mineração. A mineradora australiana St. George Mining Limited fechou um acordo de R$ 2 bilhões para a exploração de nióbio e terras-raras no Projeto Araxá, localizado no Alto Paranaíba. Com previsão de gerar mais de mil empregos diretos e indiretos, a iniciativa inclui um plano robusto de construção e operação de uma mina voltada para produtos estratégicos, com as primeiras operações estimadas para 2027.

    Esse investimento é um dos grandes resultados alcançados pela missão do governo estadual na Austrália, onde Minas Gerais também garantiu novos acordos com as empresas Lightning Minerals Limited e Perpetual Resources, firmando um total de aproximadamente R$ 2,5 bilhões em novos aportes no estado.

    Desenvolvimento do Projeto Araxá e geração de empregos

    O Projeto Araxá contempla a exploração de uma área de 226 hectares e uma capacidade de produção anual de cerca de 20 mil toneladas de nióbio e óxidos de terras-raras. No planejamento, a mineradora australiana prevê atingir o máximo da capacidade produtiva por volta de 2027, sendo 5 mil toneladas de nióbio e 15 mil toneladas de óxidos de terras-raras.

    Além da produção mineral, o projeto se destaca pelo compromisso em usar fornecedores e mão de obra local, impulsionando a economia regional e promovendo a criação de aproximadamente 400 empregos diretos e até mil empregos indiretos. A St. George Mining Limited também se comprometeu a fortalecer a infraestrutura de Araxá e adjacências, assegurando que os impactos da mineração tragam benefícios significativos à comunidade local.

    Nióbio e terras-raras: importância e aplicabilidades estratégicas

    O nióbio é um metal essencial em várias indústrias modernas devido à sua resistência e leveza, sendo amplamente utilizado em ligas metálicas, como nas de veículos e aparelhos de ressonância magnética. Mais recentemente, o nióbio tem se tornado estratégico para a produção de baterias de lítio, elemento central na transição energética global, com aplicações em veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia renovável. Essa aplicabilidade crescente faz do nióbio um recurso cada vez mais valorizado no mercado internacional.

    As terras-raras, por sua vez, são minerais indispensáveis na fabricação de dispositivos eletrônicos e de alta tecnologia, como smartphones, computadores e equipamentos de geração de energia renovável. Os óxidos de terras-raras extraídos no Projeto Araxá devem ajudar a suprir a demanda de insumos para as indústrias eletrônicas, que cada vez mais dependem desses materiais.

    Estratégia e apoio da St. George Mining Limited

    A St. George Mining é uma mineradora australiana com uma equipe de executivos brasileiros, incluindo o ex-ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida. Com vasta experiência no setor de mineração, a empresa já atua em projetos globais e busca, com o Projeto Araxá, fortalecer sua atuação no Brasil, um dos maiores polos de produção de nióbio do mundo, ao lado do Canadá. Atualmente, o Brasil é responsável por cerca de 80% da produção mundial de nióbio, com a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) concentrando a maior parte da produção no país.

    Para garantir a sustentabilidade e o desenvolvimento do projeto, a St. George pretende estabelecer parcerias estratégicas com autoridades e organizações locais, incluindo a Polícia Militar, Civil, Ambiental e Federal, fortalecendo a fiscalização e a proteção dos recursos minerais da região.

    Perspectivas para o futuro da mineração e transição energética

    Com o avanço do Projeto Araxá, Minas Gerais se posiciona como um importante polo de mineração para a transição energética global, um setor que exige cada vez mais materiais estratégicos como nióbio e terras-raras. O nióbio, por exemplo, tem papel fundamental no desenvolvimento de baterias mais eficientes, com maior capacidade de carga e menor tempo de recarga. Essa tecnologia é vista como promissora para o futuro dos veículos elétricos e para soluções de armazenamento de energia, que são peças-chave na transição para fontes de energia mais sustentáveis.

    Além disso, a mineração de terras-raras é essencial para a fabricação de componentes eletrônicos que compõem tecnologias renováveis, como turbinas eólicas e painéis solares. Com o Projeto Araxá, Minas Gerais pode se consolidar como um fornecedor global de matérias-primas que impulsionam o desenvolvimento tecnológico e a sustentabilidade.

    Impacto socioeconômico e ambiental para Minas Gerais

    A geração de empregos e o uso de fornecedores locais fazem parte de um compromisso firmado entre a St. George Mining e o governo de Minas Gerais, com o intuito de promover o crescimento da economia local e gerar oportunidades de trabalho. O projeto também destaca a importância de um desenvolvimento sustentável, que considera a melhoria da infraestrutura e o bem-estar da população.

    O Projeto Araxá pode estabelecer novos padrões para o setor de mineração no Brasil, equilibrando produção com responsabilidade socioambiental. Além disso, a extração planejada e a utilização das técnicas mais avançadas são pontos de foco do projeto, visando mitigar possíveis impactos ambientais e garantir que os benefícios cheguem às comunidades locais.