Categoria: Futebol

  • Conheça o Cruzeiro, gigante clube de futebol do Brasil

    Conheça o Cruzeiro, gigante clube de futebol do Brasil

    Fundado em Belo Horizonte, no dia 2 de janeiro de 2021, por operários imigrantes italianos, o Cruzeiro Esporte Clube é um dos maiores e mais bem sucedidos clubes da América, tendo acumulado conquistas, craques e uma torcida que tem seu tamanho comparado a de uma nação. A camisa azul com detalhes brancos, ou dourados, como a camisa especial de seu centenário, é facilmente reconhecida, até mesmo para quem não tem o acompanhamento do futebol como rotina.

    O Cruzeiro manda seus jogos no Mineirão, estádio mais icônico de Minas Gerais, apesar de, em ocasiões pontuais, já ter recebido seus adversários em estádios como Independência, Arena do Jacaré, Ipatingão e Parque do Sabiá. Quando se trata do Gigante da Pampulha, a identificação é enorme, com o time celeste tendo as maiores médias de público da história deste, tanto antes da reforma para a Copa de 2014, quanto depois, no chamado “Novo Mineirão”.

    Quando o assunto são títulos, o torcedor cruzeirense tem muitos motivos de orgulho. O Cruzeiro foi o primeiro clube de Minas Gerais a conquistar títulos importantes a nível nacional, com a Taça Brasil de 1966, e a Copa Libertadores da América, de 1976. E as conquistas não pararam por aí, vieram mais títulos internacionais e nacionais, sendo a agremiação o maior vencedor da história da Copa do Brasil, maior torneio no formato dentro do futebol nacional, com seis conquistas.

    O início do Cruzeiro

    Dentre as três principais equipes de Minas Gerais, o Cruzeiro foi o último a ser fundado, o que não impediu seu rápido sucesso a nível estadual. O “Pavilhão do Barro Preto”, como era carinhosamente chamado pelo bairro em que se originou, nasceu com o nome de Società Sportiva Palestra Italia, em alusão a origem de seus fundadores, operários italianos que em sua maioria eram operários na construção civil de uma Belo Horizonte que começava a crescer.

    Por aceitar operários como pedreiros, pintores, caminhoneiros, comerciantes e marceneiros, o Cruzeiro, até então Palestra Italia, foi enxergado como uma opção mais popular dentro do futebol belo-horizontino, visto que América-MG e Atlético-MG tiveram sua fundação vinda a partir de estudantes universitários procedentes das famílias da parte mais abastada da cidade.

    As cores da nova equipe, fundada em 1921, também faziam alusão ao país europeu, sendo escudo e uniforme das cores da bandeira italiana: verde, branco e vermelho. Dentro do emblema triangular, as iniciais “P” e “I” grafadas em amarelo.

    Primeiro jogo

    Após fundado, o Palestra Italia não demorou a entrar em campo, imagina-se que por ser um desejo já antigo dos desportistas italianos moradores de Belo Horizonte. Pouco mais de três meses após ser criado, o clube mineiro fez sua primeira partida e venceu um combinado entre Villa Nova e Palmeiras, ambos da cidade de Nova Lima, por 2 a 0. O jogo foi realizado no estádio do Prado Mineiro e contou com lotação máxima, de 1.500 pessoas, já mostrando a influência popular do clube que futuramente, como Cruzeiro, colocaria o nome do estado de Minas Gerais no topo do futebol brasileiro e sul-americano.

    Na ocasião, o atacante Nani, apelido de João Lazarotti, marcou os dois gols palestrinos. O jogador iniciou de forma arrasadora a sua história pelo clube, que se tornaria a primeira grande idolatria do Cruzeiro. O jogador ainda hoje é bastante lembrado nas páginas heróicas imortais celestes.

    Primeiro clássico

    Não há dúvidas de que Cruzeiro x Atlético-MG é o principal clássico de Minas Gerais. Há inclusive uma máxima que diz que o “Superclássico” começa uma semana antes e termina uma depois do jogo. E o primeiro passo dessa história foi uma surpreendente goleada daquele que até então era o caçula do futebol mineiro.

    Em 17 de abril de 1921, Palestra Italia e Atlético-MG, que já havia sido campeão mineiro, fizeram a primeira partida de sua história. E deu Palestra. Um sonoro 3 a 0, com dois gols de Attilio e um de Nani. A partida abriria as portas para uma rivalidade que estremece os quatro cantos de Minas Gerais até os dias atuais.

    Um fato curioso é que Nani, primeiro grande goleador celeste, também exercia a profissão de pedreiro, tendo inclusive participado da construção e jogado a partida de estreia do Estádio do Barro Preto, primeira casa do Cruzeiro na história. Isso sim é um jogador polivalente!

    As primeiras conquistas do Cruzeiro

    A rápida ascensão do Palestra Italia chamava a atenção nos anos 1920, pois se tratava de um time recém fundado que conseguia dificultar a vida de rivais tradicionais, já consolidados em solo mineiro. E com a inauguração do Estádio do Barro Preto, em 1923, o time entraria de vez no mapa do futebol de Minas Gerais, conquistando resultados expressivos, mesmo que ainda sem se transformarem em títulos, e agrupando craques em suas fileiras, como o caso de Ninão e Piorra, que seriam os primeiros jogadores da equipe a serem convocados para a Seleção Mineira, além do já citado Nani.

    Em 1925, uma nova atitude pioneira marcou a história do Palestra Italia: a retirada da cláusula que tornava a agremiação exclusiva de italianos e descendentes, permitindo assim que atletas descendentes de outras nacionalidades fossem integrados ao elenco, tendo a lista que, futuramente se encheria de craques de diversas origens, sido encabeçada pelo jogador sírio-libanês Nereu.

    E com a mudança estatutária veio o primeiro título da equipe, em 1926. Mas a conquista foi outra que não se deu de forma convencional. Na ocasião, o Palestra Italia, descontente com uma suspensão de seis meses imposta pela Federação Mineira, por disputar dois amistosos no estado de São Paulo sem a autorização da entidade, criou uma liga independente daquela organizada pela instituição máxima do futebol de Minas Gerais. Então, o antigo Cruzeiro, jogando o campeonato paralelo, se sagrou campeão da disputa, enquanto o Atlético-MG vencia a competição tradicional.

    Até os dias atuais se discute se a conquista do Palestra Italia deve ser reconhecida como oficial. Mas, se na ocasião a conquista celeste foi discutível, nos anos seguintes nada pôde parar o Pavilhão do Barro Preto.

    O tricampeonato

    Nos anos de 1928, 1929 e 1930, o Palestra Italia reinou soberano nas Minas Gerais, conquistando o tricampeonato estadual consecutivo, sendo os dois últimos vencidos de forma invicta. Em 28, também, o time palestrino aplicou a maior goleada de sua história: 14 a 0 no extinto Alves Nogueira, com direito a nada menos que dez gols do matador Ninão, que bateu o recorde de artilharia numa só partida organizada pela Federação Mineira.

    Após o tricampeonato estadual, o Palestra Italia sofreu uma debandada de seus atletas, que foram defender outras equipes ou se aposentaram. Dentre as perdas, se destacaram a dos primos Ninão e Nininho, que se transferiram para o futebol italiano, tornando-se os primeiros jogadores brasileiros contratados pelo futebol europeu, prática que, como bem sabemos, se tornaria muito comum no futuro.

    De Palestra a Cruzeiro

    Os anos de 1930 foram particularmente ruins para o Palestra Italia, que não tinha mais a forte equipe de outrora. Após o acachapante tricampeonato estadual, a equipe mineira só voltaria a levantar um caneco em 1940, em meio a um movimento crescente de nacionalização da equipe, onde seus principais entusiastas pediam a mudança do nome e cores da equipe, visto que esta não era mais uma agremiação exclusiva dos descendentes italianos.

    A partida que deu o título mineiro de 1940 ao Palestra Italia foi também a última da agremiação com este nome. Na ocasião, os gols marcados por Niginho, que foi o primeiro jogador do Cruzeiro a marcar pela Seleção Brasileira, e Alcides, deram a vitória palestrina sobre o Atlético-MG.

    Em janeiro de 1942 se deu o fim definitivo ao nome Palestra Italia, com decisão baseada na lei do governo federal brasileiro que proibia o uso de termos que fizessem referência a algum dos países do Eixo, formado por Alemanha, Japão e Itália, os quais o Brasil enfrentava na Segunda Guerra Mundial. Após meses de discussão, com a sugestão de nomes como Yale e Ypiranga, ficou definido que a agremiação passaria a se chamar Cruzeiro Esporte Clube e que seu escudo seria a constelação do Cruzeiro do Sul, principal símbolo brasileiro. As cores também deixariam de ser as da bandeira Italiana, dando lugar ao azul e branco de uma das camisas mais conhecidas do planeta.

    Tricampeonato como Cruzeiro, mascote e reforma do estádio

    E o novo nome pareceu ter dado sorte ao antigo Palestra Italia. Nos anos seguintes à mudança, a agora equipe estrelada voltou a ser tricampeã mineira, em 1943, 1944 e 1945, com o título de 44 tendo acontecido de forma invicta. Foi também em 45 que o Cruzeiro ganhou seu mascote, adotado até hoje. A Raposa foi a escolha do cartunista Mangabeira (Fernando Pieruccetti), do jornal Folha de Minas, pela astúcia dos dirigentes da equipe em descobrir jovens craques antes dos adversários.

    Ainda em 1945, o Cruzeiro passou por mais uma nova fase de modernização: a reconstrução do Estádio do Barro Preto, que renasceria como Estádio Juscelino Kubitschek de Oliveira, ou simplesmente Estádio JK, em alusão ao atual prefeito da capital mineira. Na época, as arquibancadas foram substituídas e ampliadas, foi inaugurado o sistema de iluminação, além de uma nova drenagem para o gramado. A partir daí, o estádio se tornou o maior de Belo Horizonte. Um fato curioso é que alguns jogadores do clube participaram diretamente da construção do novo estádio, “literalmente colocando a mão na massa”.

    Crise e renascimento do Cruzeiro

    Mesmo com a construção do então moderno estádio e do tricampeonato mineiro, o Cruzeiro entrou numa situação complicada, onde acumulou problemas financeiros e um longo jejum de mais de dez anos sem títulos, voltando a ser campeão somente em 1956. Apesar da má fase, a Raposa sobreviveu e no final dos anos 1950 iniciou uma retomada, que abriria portas para a “Era de Ouro” do clube.

    Era Mineirão

    Foto: Vinnicius Silva/Cruzeiro

    O Cruzeiro ainda viria a finalizar os anos 1950 com mais um título mineiro, em 1959, e o time que se formava na época receberia reforços nos anos seguintes que colocariam o nome do clube e do estado de Minas Gerais no topo do Brasil.

    Em 1961, Felício Brandi, considerado por muitos o maior presidente da história cruzeirense, assumiu o clube. Já no primeiro ano de sua gestão, a equipe celeste voltaria a conquistar um tricampeonato estadual, colocando a taça de 1961 ao lado das de 1960 e 1959, conquistadas anteriormente. Mas o melhor ainda estaria por vir.

    No ano de 1964, algumas peças chave do elenco que viria a ser o maior da história celeste desembarcaram em Belo Horizonte, como foi o caso de William, Hilton Chaves e os jovens Wilson Piazza, Dirceu Lopes e Tostão. Na época, o Cruzeiro vinha de três temporadas sem conquistas e o desejo de Brandi de formar uma equipe poderosa estava mais aceso do que nunca.

    E foi em 1965 que a constelação tomou forma, curiosamente em paralelo com a inauguração do estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão, casa da Raposa até os dias atuais e dono de uma história que se confunde com a do próprio Cruzeiro, já que muitos dividem a existência do time celeste entre pré e pós-Mineirão.

    Após a mudança para o novo estádio, o celeiro de craques engrenou, se tornando quase imbatível e desenvolvendo um futebol mágico, que enchia os olhos daqueles que assistiam às partidas na nova e colossal casa do Cruzeiro. E mesmo com o título mineiro de 1965, os diretores celestes não ficaram satisfeitos, reforçando o clube com jogadores como Raul Plassmann e Evaldo, que posteriormente viriam a ser grandes ídolos celestes. Tantos craques juntos não poderiam render nada diferente do que grandes conquistas.

    Taça Brasil de 1966 e Minas Gerais no topo

    Os primeiros anos da década de 1960 foram assombrados por aquele conhecido por muitos como o maior time da história: o Santos de Pelé. Quase imbatível e simplesmente pentacampeão brasileiro, entre 1961 e 1965, e bicampeã da Libertadores e Mundial em 1962 e 1963, a equipe do litoral paulista não temia nenhuma outra no planeta.

    Mas isso mudaria ao enfrentar aquele time de jovens habilidosos e ariscos, o “rápido e rasteiro ataque do Cruzeiro”, que abriria as portas do futebol nacional de vez para outras equipes, visto que no ano seguinte, o Torneio Rio-São Paulo passou a ter que abrigar clubes de Minas Gerais e Rio Grande do Sul, criando o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o “Robertão”, que foi a base do atual Campeonato Brasileiro. Tal fato se deu pela repercussão massiva da vitória do clube mineiro.

    Vitória só, não. Massacre. O primeiro jogo terminou num sonoro 6 a 2 que sacudiu um jovem Mineirão. Na volta, o poderoso Santos abriu 2 a 0 no primeiro tempo e já pensava no terceiro jogo, quando em uma surpreendente reviravolta, o Cruzeiro reverteu a diferença e venceu, também, o segundo jogo, dessa vez por 3 a 2.

    A conquista da Taça Brasil de 1966 não foi somente o primeiro título a nível nacional do estado de Minas Gerais, como também garantiu ao Cruzeiro a passagem para sua primeira partida internacional oficial, disputada e vencida por 1 a 0, contra o Deportivo Galicia, da Venezuela, em Caracas, pela Taça Libertadores da América.

    Se conquistar o Brasil pareceu, de certa forma, fácil, pelo elástico placar agregado de 9 a 4 no poderoso Santos de Pelé, em Minas Gerais não houve quem parasse o Cruzeiro. Entre 1965 e 1969 a Raposa venceu todos os estaduais disputados, se sagrando pentacampeão e só vindo a ser derrotado em 1970.

    A primeira Libertadores do Cruzeiro

    Se os anos 1960 haviam colocado o Cruzeiro no topo do Brasil, os anos 1970 viriam a colocar a Raposa no lugar mais nobre do futebol Sul-Americano. É importante destacar, também, o enorme crescimento da torcida celeste no período, ganhando o apelido de “China Azul”, em comparação ao país asiático mais populoso do mundo.

    Naquele momento com a maior torcida do estado de Minas Gerais e com o maior título da história do estado, o Cruzeiro estava focado em conquistar a América. Mas isso não foi tarefa fácil. Primeiro foi necessário recuperar a hegemonia estadual, perdida em 1970 e 1971, e recuperada com mais um tricampeonato mineiro, entre 1972 e 1974.

    A partir daí, o poderoso time cruzeirense, que contava com nomes como Palhinha, Nelinho, Joãozinho, Roberto Batata e Perfumo, passou a disputar “nas cabeças do futebol brasileiro”, amparados pela recém construída Toca da Raposa, melhor e mais moderno Centro de Treinamento do Brasil naquele momento.

    Em 1974 e 1975, a alegria do tetracampeonato mineiro se misturou com a frustração dos vice-brasileiros nos mesmos anos. A torcida do Cruzeiro questiona, inclusive, até os dias atuais a atuação da arbitragem na final de 74 contra o Vasco da Gama, quando a equipe mineira se sentiu amplamente prejudicada. Apesar das frustações, o júbilo estaria à porta, com a aproximação da Taça Libertadores de 1976.

    Roberto Batata e Joãozinho

    O Cruzeiro foi para a Libertadores de 1976 com um time abarrotado de craques, que chegou a conquista do título após uma enorme tragédia. Durante a campanha na competição, o clube mineiro foi abalado por uma triste notícia: o atacante Roberto Batata, um dos grandes jogadores daquela equipe, com 110 gols pela Raposa em seis temporadas, se envolveu num acidente automobilístico vindo a falecer em decorrência dos ferimentos.

    Mas a equipe azul e branca usou a dor do luto como forma de motivação para chegar até a final, onde encarou o River Plate da Argentina, e levantar o caneco. E como tudo que vinha se desenhando naquela época, a conquista veio de forma épica.

    No primeiro jogo, no Mineirão, o Cruzeiro goleou por 4 a 1, com dois gols de Palhinha, um de Nelinho e um de Valdo. Na volta, em Buenos Aires, o River Plate, que tinha o ídolo celeste Roberto Perfumo em sua zaga, descontou, fazendo 2 a 1. Como naquela época, os placares não eram somados, houve a necessidade da disputa de um terceiro jogo, sediado no Estádio Nacional do Chile.

    E foi aí que um dos mais épicos capítulos da história celeste foi desenhado. Aos 43 minutos do segundo tempo, o jogo estava empatado em 2 a 2 e uma perigosa falta foi marcada pelo Cruzeiro. A Raposa tinha em seu elenco, o lateral-direito Nelinho, um dos maiores cobradores de falta da história do futebol. Com a infração assinalada, todos, até mesmo o narrador do jogo bradavam: “é Nelinho que tem que bater, é Nelinho que tem que bater”.

    E enquanto Nelinho, o cobrador oficial, se distanciava da bola para bater, um jovem Joãozinho, de 22 anos, aproveitou a desatenção geral e colocou surpreendentemente a pelota no ângulo do goleiro Landaburu. 3 a 2 para o Cruzeiro e, como não podia ser diferente, pancadaria vindas dos argentinos, que nem assim conseguiram evitar a comemoração celeste. O gol rendeu uma das narrações de gol mais épicas da história da Raposa, feita por Vilibaldo Alves, que citou efusivamente o falecido Roberto Batata em sua narração.

    Até os dias atuais, Joãozinho brinca com a reação do treinador Zezé Moreira, que invés de felicitá-lo pelo gol heróico, o aplicou uma grande bronca pela irresponsabilidade. Elogiado ou não, o “Bailarino”, como era conhecido, deu ao Cruzeiro a honra de ser o segundo clube brasileiro e primeiro do estado de Minas Gerais, a conquistar a América.

    Derrota no Mundial

    A conquista da América credenciou o Cruzeiro a jogar o Campeonato Mundial em 1976. O adversário era o lendário Bayern de Munique, que tinha nomes históricos como Franz Beckenbauer, Gerd Müller, Rummenigge e Sepp Maier. Na ida, disputada em território alemão, a Raposa sucumbiu ao frio, à neve e aos craques europeus, perdendo de dois a zero. Na volta, com um público de 115 mil pessoas no Mineirão, o time celeste não conseguir furar a meta de Meier e o empate em 0 a 0 sagrou o Bayern campeão.

    A seca do Cruzeiro nos anos 1980

    Se os anos 1970 renderam títulos ao Cruzeiro, os anos 1980 foram de vacas magras na Toca da Raposa. Os craques de outrora se debandaram e o time celeste passou a ser constituído por jogadores de menor status e revelações da base. Naquela década, a Raposa precisou se contentar apenas com os estaduais de 1984 e 1987.

    Enxurrada de conquistas: a década de 1990

    Acostumado a ganhar, o Cruzeiro não poderia se dar ao luxo de manter a seca de grandes conquistas. E na década de 1990 a maré virou totalmente, se tornando o período de maior número de conquistas na história da Raposa.

    Além dos seis campeonatos mineiros em 10 anos, o Cruzeiro conquistou mais uma Copa Libertadores da América, levantada em 1997, duas Supercopas da Libertadores, vencidas consecutivamente, em 1991 e 1992, uma Recopa Sul-Americana, ganhada em 1998, além de duas Copas do Brasil, nos anos de 1993 e 1996.

    No período, muitos jogadores históricos vestiram a camisa do Cruzeiro. Entre eles podemos destacar o goleiro Dida, herói da Libertadores de 1997, vencida sobre o Sporting Cristal com gol de Elivélton, o polêmico Renato Gaúcho, que esteve em grande fase em 1992, e os craques Roberto Gaúcho e Luizinho, as lendas Nonato e Luizinho, Palhinha (sim, outro), Wilson Gotardo, Ronaldo Fenômeno, o matador Marcelo Ramos, entre outras estrelas, estiveram em evidência naquela década.

    Dentre essas conquistas, se destacam algumas vitórias surpreendentes, como a virada sobre o River Plate na Supercopa de 1991, quando o Cruzeiro fez 3 a 0 na volta para reverter o 2 a 0 na ida, e o título da Copa do Brasil de 96 em cima do todo poderoso “Palmeiras da Parmalat”.

    Mais uma frustração no Mundial

    A conquista da Libertadores de 1997 levou o Cruzeiro a enfrentar, mais uma vez, um alemão na final do Mundial. Dessa vez, o adversário foi o Borussia Dortmund. Os confrontos levantam muita controvérsia até hoje, pois o time celeste, que fazia má campanha no Brasileirão daquele ano, resolveu montar um time “de aluguel” para a disputa do torneio. Craques nacionais como Bebeto, Donizete Pantera, Gonçalves e Alberto Valentim, foram contratados por empréstimo somente para aquela partida. Com o desmanche da equipe base da conquista continental, o time celeste não suportou os aurinegros e foi superado por 2 a 0 na partida única disputada em Tóquio, no Japão.

    Copa do Brasil de 2000

    Já desacostumando a ficar sem vencer, o Cruzeiro não demorou a emplacar mais um título, após a frustração no mundial de 1997. Em 2000, mais uma vez de forma épica, o Cruzeiro venceria sua terceira Copa do Brasil, batendo o forte São Paulo de Raí e França na final.

    Após um 0 a 0 no jogo de ida, disputado no Morumbi, o Cruzeiro buscou uma virada a partir dos 35 minutos do segundo tempo, após sair perdendo por 1 a 0. O artilheiro Fábio Júnior fez o gol de empate, aos 35, e Giovanni, aos 45 da segunda etapa, contou com um desvio na barreira para marcar aquele que seria o gol do tricampeonato celeste. ídolos da Raposa como Cris, Sorín e Ricardinho estavam naquela equipe.

    A Tríplice Coroa

    Alex – Foto: Alex de Souza/Facebook/Divulgação

    Três anos mais tarde, em 2003, uma equipe assombrou o Brasil com um futebol avassalador e uma conquista até então inédita em solo tupiniquim. O Cruzeiro, treinado por Vanderlei Luxemburgo, passeou naquele ano, vencendo a Tríplice Coroa: Campeonato Mineiro, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro, primeiro da história a ser disputado em pontos corridos.

    O time comandado pelo gênio Alex até hoje é lembrado como um dos maiores da história do futebol brasileiro, não só pelos números impressionantes, que passaram dos 100 pontos e 100 gols naquela edição do campeonato nacional, mas também pela magia dos lances protagonizados por uma equipe imbatível.

    10 anos sem conquistas

    Quem assistiu o time de 2003, podia afirmar que aquela equipe dominaria o futebol brasileiro por anos, mas uma debandada de jogadores e do treinador Vanderlei Luxemburgo, e contratações que não vingaram, como do craque Rivaldo que chegou com status de ex-melhor do mundo, fizeram o time perder o protagonismo nos anos seguintes, se contentando em brigar por vaga na Copa Libertadores e no insucesso do rival, Atlético-MG, que havia sido rebaixado para a segunda divisão nacional, em 2005.

    O Cruzeiro voltaria a disputar títulos em 2009 e 2010, mas dois vices, primeiro na Copa Libertadores, após sofrer uma virada em casa, e depois no Brasileirão, após uma arrancada espetacular, fizeram o torcedor celeste começar a sentir falta dos gritos de campeão que fossem além dos estaduais, torneio que dominou no período, chegando a golear o Atlético-MG por 5 a 0 em dois anos seguidos, 2008 e 09.

    Cruzeiro 6 x 1 Atlético-MG

    Em 2011, a empolgação do torcedor cruzeirense após um ótimo início de temporada, se tornou apreensão quando o time passou a ser eliminado nas copas e a despencar no Brasileirão. E para piorar o já incômodo jejum de grandes conquistas, algo que há muito não acontecia, se tornou realidade: O Cruzeiro brigava contra o rebaixamento.

    E a briga se estendeu até a última rodada do campeonato, quando o Cruzeiro foi enfrentar o grande rival, Atlético-MG, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, já que o Mineirão estava em obras para a Copa de 2014. Empolgados pela oportunidade de rebaixar o grande rival pela primeira vez com uma vitória simples, os atleticanos provocaram bastante durante a semana, confiantes pelo fato de que a Raposa estava sem seus dois principais jogadores, o goleiro Fábio e o meia Montillo, suspensos.

    Mas quando a bola rolou, o que se viu foi um dos maiores massacres da história do futebol brasileiro. O acanhado estádio, lotado de cruzeirenses, assistiu uma sequência inacreditável de gols, que terminaria num humilhante 6 a 1. O que era pra ser uma grande festa atleticana se tornou um dos grandes vexames da história do clube, lembrado por rivais em muitas oportunidades, até os dias atuais.

    O retorno do Cruzeiro ao topo do Brasil

    Apesar da euforia causada pelo 6 a 1, ainda faltavam títulos expressivos ao Cruzeiro, e estes vieram em dose dupla nos anos de 2013 e 2014. Um elenco recheado de apostas ainda pouco conhecidas “deu liga” nas mãos do treinador Marcelo Oliveira e passou por cima dos adversários nos Brasileirões daquele ano.

    Fábio, Éverton Ribeiro, Ricardo Goulart, Nilton, Dedé, Borges, Marcelo Moreno, Willian, Dagoberto e companhia, faziam mágica em campo e inevitavelmente despertaram comparações ao histórico time de 2003. Saber qual venceria um confronto é impossível, mas é inegável que o Cruzeiro de 2013/14 se elevou ao panteão das grandes equipes do futebol brasileiro.

    Anos ruins e o reinado em Copas

    Com o desmanche do time de 2014, em 2015, o Cruzeiro não conseguiu manter o nível de atuação e passou a brigar nos anos seguintes do bicampeonato nacional para não cair para a Série B. Erros em contratações e aquisições “tapa-buraco” começaram a endividar o clube e rapidamente o biênio de glórias virou memória.

    Após duas temporadas difíceis, o time celeste buscou reforços mais qualificados em 2017 e contou com a evolução de alguns nomes que já estavam no elenco, como os meias Alisson e Arrascaeta, para voltar a ser competitivo. E essa equipe, liderada pelo veterano Thiago Neves, conseguiu quebrar mais um tabu que incomodava a torcida: o jejum de 14 anos em Copas.

    Com mais uma campanha épica, o time celeste galgou todas as fases da competição, eliminando fortes equipes do Campeonato Brasileiro, para se sagrar campeão, contra o Flamengo. O goleiro e maior ídolo recente do clube, Fábio, foi o grande nome da conquista, sendo responsável por defesas de pênaltis na semifinal e final.

    E o time não parou por aí, embalado com a conquista, reforços chegaram em 2018 e o Cruzeiro voltou a brigar forte nas Copas, até então especialidade do treinador Mano Menezes. Na Libertadores, caiu nas quartas após arbitragens controversas em favor do adversário, Boca Juniors. Mas na Copa do Brasil, não houve quem parasse a equipe celeste.

    Fábio parecia cada vez melhor e o time aprimorou o sistema de jogo baseado em lindos e mortais contra-ataques. Ao bater o Corinthians nos dois jogos da final, o Cruzeiro voltava a protagonizar um feito inédito: o primeiro clube a ganhar duas Copas do Brasil de forma consecutiva. A partir daí, o time celeste se isolou como o maior campeão da competição, com seis conquistas, fazendo valer a alcunha de “Rei de Copas”.

    Crise e rebaixamento

    Thiago Neves – Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro

    Maquiadas pelas conquistas dos últimos anos, as dívidas do Cruzeiro aumentavam exponencialmente, frutos de administrações ruins e acusadas de corrupção. Isso fez com que o time que entrou em 2019 com o título de “favorito a todos os títulos”, passasse por um desmanche e por atrasos de salários. Saíram Murilo, Raniel, Lucas Romero, Lucas Silva e não vieram reposições à altura. Os atrasos na folha de pagamento e uma reportagem do Fantástico, da TV Globo, que denunciou possíveis irregularidades no clube, minou ainda mais a equipe.

    Com o correr do ano os resultados não vinham e polêmicas se acumulavam, vindo de jogadores, direção e torcida. E em dezembro de 2019 foi consolidado o primeiro rebaixamento da história do Cruzeiro.

    Dificuldades na segunda divisão

    Cair nunca é bom, mas a queda do Cruzeiro veio no pior momento possível. Uma mudança nos regulamentos nacionais retirou o direito dos times recém-rebaixados a receberem cotas financeiras “de Série A” durante o primeiro ano de Série B. Com uma dívida astronômica e uma arrecadação ínfima, o time celeste não conseguiu fazer valer seu tamanho, fazendo péssima campanha na segunda divisão nacional.

    Com a torcida fora dos estádios por causa da pandemia do novo coronavírus, credores batendo à porta e punições da FIFA que foram de perda de 6 pontos na segunda divisão até a proibição de registrar novos jogadores, o Cruzeiro passou longe de retornar a Série A em 2020, ficando pelo segundo ano fora da elite do futebol.

    Atualmente o Cruzeiro tenta se reconstruir e busca formas de viabilizar suas operações. A ideia do clube é de adotar o modelo S/A, o famoso clube-empresa. Mas o que se sabe é que quanto mais um dos maiores clubes do planeta permanecer na segunda divisão, mais complicado será seu retorno.

  • Conheça o Atlético, gigante clube de futebol do Brasil

    Conheça o Atlético, gigante clube de futebol do Brasil

    Em 25 de março de 1908 era fundado, em Belo Horizonte, aquele que no futuro se tornaria uma das principais agremiações do futebol brasileiro: o Clube Atlético Mineiro, ou simplesmente Galo, como é chamado por sua apaixonada torcida, adversários e imprensa nacional. A camisa listrada em preto e branco é facilmente reconhecida e ainda mais se ao fundo dos atletas estiver seus fanáticos torcedores entoando, dentre diversas músicas, o marcante hino do clube, que prega o principal ideal alvinegro: Vencer, Vencer e Vencer!

    Marcado por, historicamente, ter o Mineirão, principal estádio de Minas Gerais, como casa, nos últimos anos, o Atlético passou a mandar boa parte de seus jogos no Independência, segundo maior estádio da capital mineira. Mas nos próximos anos tal fato será modificado, tanto o local onde o Galo manda seus jogos, como também o ranking de arenas no estado, já que o time alvinegro está construindo seu estádio próprio, a Arena MRV, que enche os torcedores de esperança para uma escalada de estrutura para a equipe belo-horizontina.

    Dono de um patrimônio invejável, que conta com um Centro de Treinamento de primeiro nível, um Shopping Center e outras estruturas, e que será ampliado com a inauguração de sua arena, o Galo também tem em suas conquistas motivo de orgulho. Maior campeão mineiro, o Atlético também ostenta conquistas nacionais, como o Campeonato Brasileiro de 1971 e a Copa do Brasil de 2014, vencida, inclusive, sobre seu maior rival, o Cruzeiro, e internacionais, com a Copa Libertadores da América de 2013 e as Copas Conmebol, vencidas em 1992 e 1997.

    A fundação do Atlético

    O Galo nasceu como Atlético Mineiro Futebol Clube, em 1908, e foi um dos primeiros times de futebol a surgirem em Minas Gerais, nascendo apenas quatro anos após a fundação do primeiro clube mineiro, o Sport Club Foot-Ball, fundado em 10 de junho de 1904. Os fundadores do clube foram dez estudantes de classe média, oito funcionários públicos, três ourives, um comerciário, um tipógrafo e um viajante, sendo dois deles ingleses e um italiano.

    Apesar da fundação em 1908, a primeira partida atleticana só veio a acontecer no ano seguinte, em 1909. E a espera valeu a pena, pois o novato goleou o Sport Club Foot-Ball, “vovô” da época, por um sonoro 3 a 0. O primeiro gol da história do Atlético Mineiro foi marcado por Aníbal Machado, que curiosamente se tornaria famoso como escritor, alcançando notoriedade com a obra Viagem aos Seios de Duília, conto que posteriormente seria transformado em filme.

    O primeiro título oficial do futebol mineiro foi do Galo

    Após alguns anos, em 1914, a Liga Mineira de Esportes decidiu criar o primeiro torneio oficial da história de Minas Gerais: a Taça Bueno Brandão, que foi vencida pelo Atlético, de forma invicta. E se o primeiro título oficial do futebol mineiro foi atleticano, o primeiro Campeonato Mineiro, disputado em 1915, também foi.

    Dois títulos em dois anos colocaram o Atlético como sensação estadual, mas nos anos seguintes, foi a hegemonia de um rival que perdurou: entre 1916 e 1925, o América-MG empilhou dez troféus de forma consecutiva, se tornando o único decacampeão mineiro.

    Trio Maldito e ascensão

    Durante o período, a rivalidade entre Atlético e América se intensificou, os dois times tinham as maiores torcidas de Belo Horizonte e por isso os embates entre os clubes ficou conhecido como “Clássico das Multidões”.

    Para um time que surgiu de forma arrasadora, dez anos sem conquistas era algo impensável, então o Atlético alinhou uma sequência de grandes jogadores, entre eles Carlos Brant, Nariz, Mário de Castro, Jairo e Said, que viriam a recolocar o alvinegro no topo do futebol mineiro.

    Mário de Castro, Jairo e Said formaram um dos mais marcantes trios ofensivos da história atleticana, chamado de Trio Maldito, e foram diretamente responsáveis pelos títulos mineiros de 1926, 1927, 1931 e 1932.

    Seguindo sua história pioneira, em 1929 o Atlético inaugurou seu estádio, o Estádio Antônio Carlos, primeiro do estado com sistema de iluminação para realização de partidas noturnas, sendo este mecanismo colocado em utilização em 1930. Foi o alvinegro, também, que disputou a primeira partida internacional em solo mineiro, quando em 1 de setembro de 1930, venceu por 3 a 1 o Vitória, de Portugal, que vinha de títulos expressivos em seu país.

    9 a 2 e rivalidade entre Atlético e Cruzeiro

    Hoje, quando se pensa em futebol mineiro, dois times instantaneamente vem à cabeça: o Atlético e o Cruzeiro, seu maior rival. Como manda uma boa rivalidade, são comuns trocas e chacotas entre as torcidas e uma das preferidas dos atleticanos e que mais incomodam os cruzeirenses é o 9 a 2, mais elástica goleada envolvendo as duas equipes.

    A partida aconteceu no ano de 1927, quando o Cruzeiro ainda se chamava Palestra Italia e não era o principal rival atleticano. O jogo foi válido pelo Campeonato da cidade daquele ano, sendo este ainda um torneio amador.

    E quando a bola rolou, não houve disputa, com o Trio Maldito, composto por Mário de Castro, Jairo e Said, em grande noite, o Atlético fez nada menos que nove gols no Palestra Italia. Os gols atleticanos foram marcados por Getúlio, Mário de Castro (2), Said (3) e Jairo (3). Ninão, marcando duas vezes, fez os gols de honra da equipe palestrina. Além do placar histórico, a goleada ainda garantiu ao alvinegro o título estadual daquele ano.

    Apesar da goleada e das constantes disputas de título entre as equipes, a rivalidade entre Atlético e Palestra Itália não era muito acentuada. O comum confronto foi se tornar um clássico somente ao final dos anos 1930. Coincidentemente, o período foi bastante vitorioso para o clube alvinegro, que entre 1936 e 1950 conquistou 15 campeonatos mineiros, num período onde o futebol já havia se profissionalizado no país.

    Um clube internacional

    O Atlético também tem diversos feitos históricos fora dos limites brasileiros. Desde 1950, o Galo fez 26 excursões pelas Américas, Europa, África e Ásia, tendo conquistado resultados expressivos em algumas delas, como a conquista da Taça do Gelo, em 50, quando bateu diversos times alemães.

    Outros fatos lembrados com frequência são as vitórias atleticanas sobre selecionados nacionais. Primeiro, o 3 a 2 sobre a seleção da Iugoslávia, em 1968, e depois o triunfo mais lembrado, o 2 a 1 sobre a Seleção Brasileira, em 1969. O time do Brasil era, inclusive, base daquele que seria Tricampeão do Mundo em 1970, e contava com nomes como Pelé, Tostão e Jairzinho. O gol do folclórico atacante Dadá Maravilha deu a vitória ao time mineiro contra sua seleção.

    1971: o Galo no topo do Brasil

    Apesar do domínio estadual nos anos 40 e 50, os anos 60 não foram tão felizes para o Atlético e o time começou a sentir falta de grandes conquistas, já que, naquele momento, o futebol a nível nacional e continental estava em alta, começando a suprimir o regional.

    Em 1971, muitos times fortes entraram na disputa do Campeonato Brasileiro, que começava a ser chamado dessa forma. O Santos tinha Pelé, o Corinthians tinha Rivellino, o Botafogo tinha Jairzinho e o Corinthians, Gérson, todos eles campeões do mundo em 1970. Mas foi o Galo de Dadá Maravilha, reserva na Seleção tricampeã que “riu por último” naquele ano.

    Contando com 15 gols de Dadá, artilheiro da edição, e que marcou o gol do título, o Atlético desbancou Botafogo e São Paulo no triangular final daquele ano e levantou o caneco daquele que por muito tempo foi conhecido como o primeiro Campeonato Brasileiro da história, até a unificação dos títulos nacionais, que aconteceu em 2010 e passou a considerar os campeonatos disputados a partir de 1959.

    O esquadrão dos anos 1980

    Após o título de 1971, o Atlético amargou um jejum de conquistas, voltando a levantar um troféu somente em 1976, quando foi campeão mineiro. Mesmo com a falta de títulos de grande importância, o Galo se fortaleceu, e no final dos anos 1970 já tinha a base daquele que seria, para muitos, o melhor esquadrão da história atleticana.

    Apesar de unir nomes como João Leite, Luizinho, Toninho Cerezo, Palhinha, Ângelo, Marcelo Oliveira, Paulo Isidoro, Ziza, Éder Aleixo e Reinaldo, considerado por grande parte da torcida o maior jogador da história do Atlético, o clube mineiro não conseguiu mais que um domínio estadual e dois vice-campeonatos brasileiros, em 1977 e 1980.

    Vice-campeão invicto

    Em 1977, o Atlético protagonizou um evento quase inacreditável: a equipe foi vice-campeã brasileira de forma invicta. A equipe mineira não perdeu um único jogo durante aquele campeonato, terminando a fase classificatória nada menos que dez pontos à frente do São Paulo, que levaria o caneco.

    Com Reinaldo fazendo 28 gols em apenas 18 partidas durante aquela edição, o Galo não teve dificuldades em chegar a grande final, onde enfrentou o São Paulo. E em uma partida de jogo único, sem o craque e artilheiro do time, que havia sido punido por agredir um adversário durante o campeonato, o Atlético não conseguiu tirar o zero do placar. Nos pênaltis, o que parecia improvável aconteceu e os paulistas venceram por 3 a 2, ficando com o título.

    Atlético x Flamengo: o nascimento de uma rivalidade

    Nos anos 1980, Atlético e Flamengo eram dois dos melhores clubes brasileiros, protagonizando embates épicos e colocando frente a frente jogadores como Reinaldo e Zico. A equivalência de forças entre as equipes e as disputas protagonizadas por ambas já seriam suficientes para a criação de uma rivalidade interestadual, mas houve outro porém que colocou o time carioca na “lista negra” dos mineiros: a arbitragem.

    Brasileirão de 1980

    A primeira polêmica aconteceu em 1980, na final do Brasileirão. Após o Atlético vencer o jogo de ida por 1 a 0, no Mineirão, com gol de Reinaldo, sempre ele, o jogo decisivo foi disputado no Maracanã.

    O Galo precisava apenas de um empate para ser campeão, mas o Flamengo fez jogo duro e a arbitragem também. Nada menos que três jogadores atleticanos foram expulsos, entre eles os craques Palhinha e Reinaldo, sendo o artilheiro mandado para o vestiário com o placar empatado em 2 a 2. E com superioridade numérica de um jogador (dois seriam expulsos após o 3 a 2), Nunes fez, aos 37 do segundo tempo, o gol que tiraria o 2 a 2 do placar e daria o título ao time carioca, que mesmo com o empate no agregado saiu com o troféu, já que obteve melhor campanha na semifinal do que o Atlético.

    Além das expulsões, os atleticanos reclamam muito de faltas e impedimentos marcados incorretamente para prejudicar o time mineiro, que acabou tendo de se contentar com o vice-campeonato daquele ano.

    Libertadores de 1981

    Se houve alguém que imaginou a final do Campeonato Brasileiro de 1980 como ponto alto das polêmicas envolvendo Atlético, Flamengo e arbitragem, se enganou. O episódio que viria a acontecer no ano seguinte, de certa forma até ofuscou as três expulsões da disputa nacional anterior. O confronto entre mineiros e cariocas pela Copa Libertadores de 1981 seria tão marcante que não é raro ver referências ao confronto classificando-o como “o maior roubo da história do futebol”.

    Dois times que se equivaliam em forças, Atlético e Flamengo ficaram no mesmo grupo da competição continental e disputaram ponto a ponto a primeira colocação da chave. Ao fim da fase, ambas as equipes tinham oito pontos ganhos nos seis jogos disputados entre si e contra Cerro Porteño e Olímpia, ambos do Paraguai.

    Como naquela época só uma equipe se classificava para a fase seguinte, as semifinais, disputadas em triangular, foi necessário um jogo de desempate entre Atlético e Flamengo para definição de quem seguiria na competição. Como a decisão seria em jogo único, a partida foi movida para o estádio Serra Dourada, em Goiás.

    Após dois empates em 2 a 2 na fase de grupos, Atlético e Flamengo foram para a disputa final sem um franco favorito e mesmo antes da bola rolar, uma decisão desagradou os atleticanos: a escalação do carioca José Roberto Wright para comandar o apito.

    O pontapé inicial transformou a partida. De um simples jogo nervoso e tenso, houve uma escalada que colocaria a partida como uma amarga e rancorosa lembrança atleticana. Logo aos 33 minutos do primeiro tempo, quando já haviam quatro atleticanos e um flamenguista amarelados, o craque Reinaldo fez falta por trás em Zico, que nem reclamou, e foi expulso, de forma direta. O lance rendeu muita reclamação, mas a partida seguiu com o Galo tendo um a menos em campo.

    Mas a partir dali, qualquer ideia de calmaria para aquela partida seria perdida. Após uma falta marcada por Wright, o ponta Éder trombou com o juiz, que também o mandou para o chuveiro com um cartão vermelho em punho.

    A decisão de Wright inflamou torcida, comissão técnica e diretoria atleticana, com os dois últimos grupos invadindo o campo e obrigando a polícia a intervir na confusão. E a torrente de vermelhos não parou por aí. Chicão foi expulso por insinuar que o árbitro havia recebido do Flamengo e o camisa 10 Palhinha também recebeu a punição máxima do jogo em meio a confusão.

    A esta altura, o Atlético tinha somente sete jogadores em campo, mínimo necessário para a realização de uma partida de futebol. Temendo uma punição caso abandonasse o jogo, o Galo decidiu enfrentar o Flamengo com o que restara do seu elenco. Elenco mesmo, pois até o banco de reservas atleticano foi completamente expulso, com exceção de dois atletas, Fernando Roberto e Marcus Vinícius, que entraram em campo como substitutos.

    Após cerca de 20 minutos de confusão, a partida recomeçou, com uma visível discrepância de 7 para 11 jogadores entre os times. Bem, logo após o reinício da partida, Toninho Cerezo recuou uma bola para João Leite, que caiu no gramado, alegando lesão. Como o árbitro não permitiu que o goleiro atleticano recebesse o atendimento devido, dando continuidade a partida, os ânimos voltaram a se exaltar, o que acabaria em mais um expulsão de um atleticano, dessa vez de Osmar Guarnelli.

    Com apenas seis atletas aptos a jogo, a partida foi encerrada e o Flamengo declarado vencedor e classificado. O rubro-negro viria a conquistar o título continental e, consequentemente, o mundial, valendo-se da controversa partida contra o Galo.

    A partida é relembrada com bastante dor pelos atleticanos até os dias atuais e José Roberto Wright jamais assumiu ter agido de má fé na ocasião, tendo já afirmado que os jogadores atleticanos estavam de “palhaçada” e praticando “anti futebol”. Hoje, o que resta, além da frustração, são imagens do cordão de isolamento feito por policiais ao redor do pouco convencional gramado do Serra Dourada e da revoltada torcida atleticana provocando focos de incêndio nas arquibancadas do estádio goiano.

    Triunfos continentais

    Mesmo com sua equipe recheada de craques, o Atlético não conseguiu sucesso além das fronteiras de Minas Gerais nos anos 1980. O que restou àquela equipe lendária foram nada menos que oito títulos estaduais em dez disputados, perdendo apenas os de 1984 e 1987. O clube alvinegro chegou a alinhar seis conquistas consecutivas do Campeonato Mineiro, entre 1978 e 1983.

    Mas se os anos 1980 não se configuraram em títulos, os anos 1990 trouxeram à torcida atleticana suas primeiras conquistas internacionais oficiais: as copas Conmebol de 1992 e 1997. O torneio foi criado pela Confederação Sul-Americana para ser uma opção às Copa Libertadores e Supercopa dos Campeões da Libertadores.

    Na primeira conquista atleticana, em 1992, o clube ainda contava com nomes como o do ídolo João Leite e de Paulo Roberto Prestes. A final foi contra o Olímpia, do Paraguai, com vitória atleticana por 2 a 1, no placar agregado, após vitória de 2 a 0 e derrota de 1 a 0. Ambos os gols atleticanos foram marcados por Negrini.

    Já em 1997, o Galo conquistou seu bicampeonato ao bater o Lanús na final, com um placar agregado de 5 a 1, vencendo o primeiro jogo, fora de casa, por 4 a 1, e empatando o segundo em 1 a 1. Naquele time atleticano se destacavam o goleiro Taffarel, campeão do mundo com o Brasil três anos antes, e os atacantes Marques e Valdir Bigode. Com a extinção da competição após a edição de 1999, o Atlético se consolidou como o maior campeão do torneio, com dois troféus.

    A década de pesadelo

    Com dois títulos internacionais nos anos 1990 e boas campanhas nacionais no período, os anos 2000 prometiam. Mas apesar das expectativas, o que se viu foi o clube entrar numa crise gigantesca que além da escassez de conquistas, exceto alguns estaduais, levou o time ao seu pior momento esportivo na história: o rebaixamento para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro, em 2005.

    Apesar da queda, a torcida atleticana não abandonou sua equipe e obteve a maior média de público da história da segunda divisão nacional, que perdura até hoje, sendo a força motriz que auxiliou a equipe a conquistar o título da Série B daquele ano e voltar à primeira divisão em 2007.

    Nos anos que se seguiram, o time atleticano alternou boas e más campanhas no Brasileirão, mas nada que se aproximasse do céu, com possibilidades reais de título, ou do inferno, com um novo rebaixamento.

    Os anos de ouro do Atlético

    Os anos 2010 viriam para mudar o que vinha acontecendo no Atlético nas últimas décadas. O clube passou a ser mais agressivo no mercado, trazendo jogadores de melhor qualidade e, após uma campanha ruim em 2011, o ano de 2012 chegou com os mineiros tendo um de seus melhores elencos dos últimos anos. Problemas crônicos, como a posição de goleiro, foram resolvidos com a chegada de Victor, vindo do Grêmio, além da contratação de um nome de peso para o meio de campo: Ronaldinho Gaúcho, craque duas vezes melhor jogador do mundo e que vinha de passagem conturbada pelo Flamengo.

    Com um futebol bonito e ofensivo, comandado por Ronaldinho, Bernard e Jô, o Galo fez grande campanha no Brasileirão 2012, mas acabou sendo superado pelo Fluminense de Fred, numa temporada que rendeu muitos protestos atleticanos voltados à um suposto benefício da arbitragem ao Tricolor Carioca. Vice-campeão, o Atlético conseguiu retornar a Copa Libertadores após muitos anos e naquele momento, se iniciou a caminhada para uma conquista épica.

    Libertadores de 2013

    Já considerado um dos melhores elencos do Brasil, o Atlético seguiu em busca de reforços e repatriou ídolos como Diego Tardelli e Gilberto Silva, que se encaixaram perfeitamente numa engrenagem que já funcionava fazia uma temporada.

    Quando a bola rolou na Libertadores, o Atlético fez campanha arrasadora na fase de grupos, com direito a lances mágicos, protagonizados muitas vezes por Ronaldinho Gaúcho, e também não teve dificuldades em despachar o bicho-papão São Paulo nas oitavas de final da competição, com direito ao cômico lance da “água do Ronaldinho” ao icônico goleiro Rogério Ceni.

    Mas se o começo da competição foi fácil para o Atlético, o restante desta se tornou um “teste para cardíacos”. Primeiro nas quartas de final, quando o time vinha se classificando até o último lance do jogo contra o Tijuana, do México, e a arbitragem marcou um pênalti a favor dos mexicanos. Se o atacante colombiano Duvier Riascos marcasse, o Galo estava fora, mas aquele dia estava marcado para ser a canonização de São Victor do Horto, já que o goleiro atleticano defendeu, com o pé, a cobrança do atacante adversário, colocando o Galo na semifinal.

    Na fase seguinte, o adversário foi o Newell’s Old Boys, da Argentina, que contava com nomes em grande fase, como era o caso do atacante Scocco e do meia Maxi Rodríguez. Na ida, vitória incontestável dos argentinos por 2 a 0. Na volta, com direito a apagão e tudo mais, o Galo devolveu o placar e passou nos pênaltis, 3 acertos contra 2 dos argentinos. O Clube Atlético Mineiro estava em sua primeira final de Libertadores.

    E o adversário da final era o mesmo da Copa Conmebol de 1992, o Olímpia do Paraguai. No jogo de ida, fora de casa, um banho de água fria: mais um 2 a 0 para o adversário. Mas a Libertadores 2013 já havia mostrado ao atleticano que ele tinha motivos para acreditar. Na volta, o Galo novamente devolveu o placar e, de novo nos pênaltis, saiu vitorioso, se sagrando campeão da América pela primeira vez em sua história centenária.

    Frustração no mundial

    A conquista permitiu que o Galo disputasse o Mundial FIFA daquele ano, mas o que deveria ser um sonho se tornou um pesadelo. O time mineiro foi surpreendido pelo marroquino Raja Casablanca, na semifinal, que com um grande futebol fez 3 a 1 no Atlético, evitando assim a sonhada final dos alvinegros contra o poderoso Bayern de Munique. O time de Cuca precisou se contentar tão somente com o terceiro lugar da disputa.

    2014 e a épica Copa do Brasil

    O ano de 2014 logo chegaria para apagar as mágoas do Mundial, pois o time atleticano manteve uma base forte e se credenciou novamente aos títulos mais importantes do ano. Primeiro, o Galo não tomou conhecimento do Lanús, da Argentina, vencendo os dois jogos que decidiriam o campeão da Recopa Sul-Americana. E é claro, deu Atlético.

    Mas as melhores lembranças daquele ano estariam reservadas para a Copa do Brasil. Como foi em 2013, o time atleticano precisou se superar e realizar duas “remontadas” épicas. Primeiro nas quartas de final, quando levou 2 a 0 do Corinthians fora de casa e usou a força de sua torcida para aplicar um sonoro 4 a 1 que valeu sua ida à semifinal.

    E na semifinal parecia dejavú. O Flamengo venceu o jogo de ida por 2 a 0, mas na volta, mesmo abrindo 1 a 0 no placar, os rubro-negros viram um Galo imparável, que empurrado por sua torcida voltou a fazer quatro gols, superando o rival de tantas mágoas no passado e credenciando-se para a grande final.

    Mas do outro lado da disputa estava o Cruzeiro, grande rival atleticano e que também possuía grande equipe. A final parou Minas Gerais que prendia a respiração para aquele que prometia ser um confronto épico. Bom, foi, mas não da forma que se esperava. O Galo não encontrou dificuldades em bater seu adversário, vencendo os dois jogos e finalizando o confronto com um sonoro 3 a 0 no placar agregado, levantando de forma inédita a Copa do Brasil.

    Anos instáveis

    Em um patamar acima do que vinha apresentando nas últimas décadas no futebol brasileiro, o Atlético seguiu montando equipes competitivas, mas os resultados só viriam em disputas estaduais. No período, a equipe alvinegra conseguiu vices de Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil, mas as taças ficaram faltando.

    No fim dos anos 2010, a situação piorou e o time passou a fazer campanhas medianas, nada como lutar para não cair, mas também a certa distância de brigar por troféus, o que passou a gerar cobranças de seus torcedores.

    Virada de década e investimento

    Com a virada dos anos 2020, o Galo passou a receber investimento de torcedores bilionários do clube e voltou a ter uma equipe competitiva, que brigou até o fim pelo título Brasileiro de 2020, terminando em terceiro lugar.

    Com a promessa de investimento contínuo de seus mecenas, aproximação da inauguração de seu estádio, além de um time cada vez mais forte, se espera um Galo forte para os próximos anos, com um projeto ambicioso que busca colocar a equipe mineira entre as principais do continente. O futuro promete.

  • Goleiro que parou Lionel Messi é o novo reforço do Itabirito

    Goleiro que parou Lionel Messi é o novo reforço do Itabirito

    Começou a preparação para o Campeonato Mineiro em Itabirito. Ao longo da semana, o Gato vem anunciando novas contratações no staff do clube como auxiliares e preparadores além de novidades quanto ao planejamento, como a decisão de mandar as partidas no Independência e a pré-temporada no CT João Havelange em Pinheiral, no estado do Rio de Janeiro.

    Neste sábado (2), o Itabirito começou a anunciar as primeiras contratações de atletas (Ao fim desta matéria, você poderá conferir todas as contratações do Gato até aqui) e o nome de mais destaque, sem dúvidas, foi o de Elias Curzel: O goleiro que parou Lionel Messi.

    Sobre o novo reforço

    Elias chega ao Itabirito após passagens discretas por Botafogo-PB e Sampaio Correa em 2023. Ele ainda atuou por: JuventudeChapecoense, Vitória, Azuriz-PR e Paysandu. Seu auge técnico foi ainda no início de sua carreira, quando vestia a camisa do Juventude, em 2016.

    Naquela ocasião, o Ju fez uma bela campanha na Copa do Brasil e chegou até as quartas de final da competição para enfrentar o Atlético Mineiro. No jogo de volta da decisão, o goleiro fez uma partida que encantou o Brasil e levou o Juventude para a decisão por pênaltis. Apesar da partida espetacular de todo o time jaconero, a classificação ficou com o Galo, que foi vice-campeão naquela ocasião.

    Por conta da ótima temporada em 2016Elias foi contratado pela Chapecoense em 2017 para fazer parte da reconstrução do clube, arrasado por conta do acidente áereo na Colômbia. Elias alternou posição com Arthur Moraes, ídolo do Benfica e campeão da Tríplice Coroa com o Cruzeiro em 2003. Pela Chape, fez uma das partidas mais marcantes da sua carreira diante do Barcelona, no Camp Nou, válido pelo Troféu Joan Gamper, torneio preparatório que abre a temporada da equipe Culé.

    Apesar da derrota por 5×0, Elias fez uma partida fantástica evitando, em muitos momentos, uma goleada por um placar mais elástico da equipe que contava com Messi, Suárez, Rakitic, Iniesta e companhia.

    Estou muito, muito feliz. Saio com a cabeça erguida e o pensamento de dever cumprido, apesar do resultado. Dei o meu melhor dentro de campo e pude ajudar meus companheiros com defesas importantes. Sem dúvida, é muito especial esse momentoElias em entrevista ao Pioneiro Esportes em 2017.

    Confira a lista de contratações do Itabirito

    Itabirito promete fazer um campeonato para se consolidar na elite estadual para dar sequência a projeto ambicioso. Foto: Cris Mattos /FMF / Flickr

    Guilherme Bedin – Auxiliar Técnico

    Eric Vieira – Preparador Físico

    Dion Santos – Preparador de Goleiros

    Breno Andrade – Fisioterapeuta (Renovação)

    Guilherme Felipe – Estagiário em Fisioterapia (Renovação)

    Cristopher Barbosa – Massoterapeuta

    Dener Azevedo – Fisiologista

    Carlão – Mordomo

    Sandro Dimas – Analista de Desempenho

    Elias Curzel – Goleiro

    Jacsson – Goleiro

    Junior – Goleiro (Renovação)

    Felipe – Goleiro (Renovação)

    Lucas Ferron – Lateral Direito

    Bryan – Lateral Esquerdo

    Preparação para o Campeonato Mineiro

    Gato está em Pinheiral, no Rio de Janeiro, dando início a preparação para o Campeonato Mineiro de 2024. O Centro de Treinamentos de Excelência Dr João Havelange será a casa do Itabirito até o dia 16 de Dezembro por conta da sua estrutura de alto nível, que vai proporcionar o máximo de conforto e qualidade aos trabalhos com foco no principal objetivo da história do clube.

  • Com sete gols e apenas 23 anos, Mbappé tem possibilidades reais de se tornar maior artilheiro da história da Copa do Mundo

    Com sete gols e apenas 23 anos, Mbappé tem possibilidades reais de se tornar maior artilheiro da história da Copa do Mundo

    O atacante francês Kyllian Mbappé é um dos maiores fenômenos recentes do futebol e, com apenas 23 anos, acumula gols importantes, temporadas de destaque e até uma conquista de Copa do Mundo. Principal nome da França da atualidade, o jovem tem sete gols em Mundiais e, pela perspectiva promissora, é o principal candidato a ser o novo grande goleador da competição.

    Mbappé teve início meteórico no Monaco-FRA, e logo chamou a atenção do Paris Saint-Germain. Não demorou muito para o jogador ser convocado para a Seleção Francesa, e sua estreia foi com apenas 18 anos anos, em 2007. De lá para cá, a ‘Tartaruga Ninja’ assumiu a camisa 10 e o protagonismo do selecionado.

    Estrela em Copas

    Campeão em 2018 como titular, Mbappé fez quatro gols em sua primeira edição de Copa do Mundo, contra Argentina, duas vezes, Peru e Croácia. No Catar, mais maduro e em melhor nível técnico, o craque do PSG já anotou três gols na fase de grupos, mesmo começando no banco diante da Tunísia. Como a França enfrenta a Polônia nas oitavas, neste domingo (04), a tendência é que o time siga no Mundial, com mais oportunidades para Mbappé fazer história.

    Se você acredita que Mbappé será o artilheiro da Copa no Catar, a Bet365 oferece a cotação de 7.50. Ou seja, uma aposta de R$ 100 rende um retorno de R$ 750.

    O jogador, porém, tem somente 23 anos, e deve disputar, pelo menos, mais duas Copas do Mundo. Oportunidades não faltarão para Mbappé subir ao topo do ranking de goleadores históricos do torneio

    Alemão no topo

    Com a goleada de 7 a 1 da Alemanha sobre o Brasil em 2014, o atacante alemão Miroslav Klose superou Ronaldo Fenômeno e chegou ao posto de maior artilheiro da história da Copa do Mundo, com 16 gols. O ex-centroavante disputou as Copas de 2002, 2006, 2010 e 2014, sempre com um incrível faro de gol, apesar de não ser dotado de grandes habilidades.

    Klose aproveitou a peneira da defesa brasileira para bater o recorde
    Klose aproveitou a peneira da defesa brasileira para bater o recorde – Foto: Reprodução

    O top 5 é completado por gigantes do futebol mundial. Ronaldo é o segundo goleador, com 15 gols e dois títulos. Gerd Muller, um dos maiores nomes da história do esporte alemão, balançou as redes por 14 oportunidades. Compatriota de Mbappé, Just Fontaine, atacante dos anos 50, tem 13 gols. Fechando com chave de ouro, aparece o Rei Pelé, com 12 tentos anotados na competição.

    Não será uma missão fácil para Mbappé se tornar o maior artilheiro da história da Copa do Mundo, mas entre os atletas em atualidade, o francês é quem mais tem condições de atingir o posto.

  • Ronaldinho faz 42 anos: relembre os melhores momentos do “Bruxo” no Atlético

    Ronaldinho faz 42 anos: relembre os melhores momentos do “Bruxo” no Atlético

    Um dos maiores ícones do futebol mundial, Ronaldinho Gaúcho completa 42 anos nesta segunda-feira, 21 de março. Além de ter feito muito sucesso com o Grêmio, PSG, Barcelona e Seleção Brasileira, o “Bruxo” também tem uma história muito marcante em Minas Gerais, com o Atlético. No dia de seu aniversário, o Mais Minas relembra os momentos mais marcantes do ex-jogador no clube alvinegro.

    A chegada

    Ronaldinho teve uma passagem apagada pelo Flamengo em 2011, chegando a sair pela porta dos fundos por conta de problemas contratuais. No ano seguinte, o “Bruxo” chegou ao Atlético de uma forma icônica. Toda a negociação envolvendo Galo e o ex-jogador aconteceu de forma muito sigilosa e todos só souberam que o meia vestiria as cores preto e branco ao vê-lo treinando com o elenco no dia 4 de junho de 2012.

    A chegada de Ronaldinho ao Atlético foi tão impactante que um helicóptero do SporTV sobrevoou a Cidade do Galo para mostrar o Gaúcho treinando com o grupo. Deste momento em diante, o “Bruxo” mudou o patamar do clube, dando uma visibilidade internacional para o time, além de fazer jogadas incríveis, gols e conquistando títulos inéditos.

    Ronaldinho faz 42 anos: relembre os melhores momentos do "Bruxo" no Atlético
    Foto: Bruno Cantini/Atlético

    Na época, pela baixa que o meia estava desde a época de Milan, a imprensa questionou a contratação. O então presidente do Atlético e atual prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, respondeu aos jornalistas dizendo: “Sou meio doido, mas não a ponto de rejeitar o Ronaldinho”.

    Kalil revelou, depois de conquistar a Libertadores, os bastidores da contratação de Ronaldinho. O então presidente do Atlético disse que viajou até o Rio de Janeiro, fez a oferta e no outro dia o craque estava na Cidade do Galo. Em uma semana, o meia cometeu um “vacilo”, se atrasando para um treino. Alexandre, então, decidiu por demitir o jogador. Mas, graças ao esforço dos demais atletas do elenco, Kalil voltou atrás e deu mais uma chance ao “Bruxo”.

    Homenagem à mãe

    Ronaldinho faz 42 anos: relembre os melhores momentos do "Bruxo" no Atlético
    Foto: Bruno Cantini/Atlético

    No mesmo ano em que Ronaldinho chegou ao Atlético, a mãe do jogador, Dona Miguelina, lutava contra um câncer. Em um jogo contra o Grêmio, pelo Campeonato Brasileiro, a torcida atleticana fez uma homenagem à progenitora do meia, que escolheu vestir a camisa 49, fazendo referência ao ano de nascimento de sua mãe.

    A Massa exibiu uma faixa com a foto da mãe de Ronaldinho com a frase: “Fé em Deus”. O craque ficou comovido com a atitude da torcida atleticana e, entre várias entrevistas exaltando os torcedores do Atlético, ele soltou uma fala para a TV Globo que ficou marcada na relação entre jogador e o clube mineiro: Eles me abraçaram e eu vou com eles até o final”.

    Depois daquilo, Gaúcho fez história no Galo e Dona Miguelina, um ano depois, até pisou no Independência. A mãe do craque, assim como o filho, foi ovacionada pela Massa e disse que nunca viu uma torcida como a do Atlético e um ambiente como o da Arena Independência.

    Golaço contra o Figueirense

    Outra comovente história envolvendo o clube, jogador e sua família aconteceu em um jogo entre Atlético e Figueirense, no dia 6 de outubro de 2012, na Arena Independência. Ronaldinho havia perdido seu padrasto poucas horas antes da partida e o Gaúcho fez uma apresentação encantadora dentro de campo. Ele fez um hat-trick, com direito a um golaço memorável, chutando a bola perto da bandeira de escanteio. O craque chorou muito na comemoração do gol e, na entrevista, o dedicou a seu padrasto.

    A partida acabou em 6 a 0 para o Atlético. Bernard, Carlos César e Réver construíram a outra metade do placar.

    Golaço contra o Cruzeiro

    O gol marcado em um clássico contra o Cruzeiro no dia 26 de agosto de 2012, é, talvez, o lance que mais é lembrado quando se fala sobre a passagem do Gaúcho no Atlético.

    Em uma jogada que lembra o seu auge, quando foi eleito duas vezes o melhor jogador do mundo, atuando pelo Barcelona, Ronaldinho parte com a bola no meio de campo e distribui dribles em uma arrancada impressionante, chegando até a área e marcando o gol contra o goleiro Fábio.

    O golaço de Ronaldinho saiu aos 48 minutos do segundo tempo, mas o Cruzeiro ainda conseguiu empatar aos 56 da etapa complementar, em um lance polêmico e o jogo terminou em 2 a 2.

    Duelos contra o São Paulo

    Na Copa Libertadores de 2013, Ronaldinho teve momentos de combate contra o São Paulo. Logo na estreia, no dia 13 de fevereiro, diante da equipe paulista, na Arena Independência, o Gaúcho faz um lance de puro oportunismo e malandragem. Em um determinado momento, o jogo estava parado e o meia, que voltou a vestir a camisa 10, pediu um pouco de água para o goleiro adversário, o experiente Rogério Ceni. O jogador, então, ficou livre, dentro da área adversária, quando Marcos Rocha cobra o lateral arremessando a bola para o Bruxo que cruzou a bola rasteira para Jô abrir o placar.

    No segundo tempo, novamente depois de jogada de Ronaldinho, o Atlético ampliou. O camisa 10 se livrou de dois marcadores, foi à linha de fundo e colocou a bola na cabeça do zagueiro Réver, que finalizou com categoria de centroavante. 

    Depois, no dia 17 de abril, o Atlético visitou o São Paulo no Morumbi pela última rodada da fase de grupos. O Galo já havia garantido a melhor campanha da primeira fase, enquanto o time paulista precisava desesperadamente de uma vitória. O Tricolor venceu por 2 a 0 e Ronaldinho disse, em entrevista após o duelo, que a partida era apenas um treino, já que as duas equipes iriam se enfrentar nas oitavas de final.

    Nas semifinais, no dia 2 de maio, no Morumbi, Jadson abriu o placar para o São Paulo, mas Ronaldinho empatou, com um gol de cabeça aos 41 minutos do primeiro tempo e saiu gritando “aqui é Galo!” repetidas vezes e indo comemorar com a torcida. Essa frase é dita até hoje pelos torcedores atleticanos. No segundo tempo, Diego Tardelli virou o jogo e deixou o Atlético em uma situação muito confortável para o jogo da volta.

    Então, no jogo da volta, no dia 5 de maio, o que se viu foi um espetáculo protagonizado por Ronaldinho Gaúcho. Com dribles desconcertantes, caneta, cruzamento sem olhar, teve de tudo. Mas o show não foi só do “Bruxo”, Jô marcou três gols, em uma noite iluminada. Diego Tardelli também marcou um. Luis Fabiano descontou para o São Paulo.

    Gol contra o Arsenal

    Na fase de grupos da Libertadores de 2013, no dia 4 de abril, o Atlético aplicou uma goleada de 5 a 2 no Arsenal de Sarandi. Um dos gols foi marcado por Ronaldinho, em um toque de gênio, colocando a bola “na gaveta”.

    O golaço foi muito comemorado pelo craque. Ronaldinho marcou outro gol naquele jogo. Além dele, Tardelli, Luan e Alecsandro também marcaram. A partida terminou em uma grande confusão entre a comissão do Arsenal e a polícia. Os argentinos chegaram a quebrar vários objetos do vestiário da Arena Independência.

    Conquista da Libertadores

    Tendo conquistado Copa do Mundo, Copa América, Liga dos Campeões, Campeonato Espanhol e Campeonato Italiano, o que faltaria em seu currículo? A Copa Libertadores. Título que também faltava na galeria de troféus do Atlético. O casamento foi perfeito. Em 2013, com o protagonismo de Ronaldinho, o Galo foi campeão da principal competição continental, passando por São Paulo, The Strongest, Arsenal de Sarandi, Tijuana, Newell’s Old Boys e Olimpia.

    Ronaldinho faz 42 anos: relembre os melhores momentos do "Bruxo" no Atlético
    Foto: Bruno Cantini/Atlético

    Um fato curioso é que na disputa de pênaltis na final, contra o Olimpia, no Mineirão, Ronaldinho não chegou a bater nenhuma cobrança. Ele seria o último batedor e muitos atleticanos e jogadores daquele elenco de 2013 agradecem por Gaúcho não ter cobrado nenhum pênalti, pois o meia havia garantido que cobraria de “cavadinha”.

    Recopa Sul-Americana

    Ronaldinho faz 42 anos: relembre os melhores momentos do "Bruxo" no Atlético
    Foto: Bruno Cantini/Atlético

    A conquista da Recopa Sul-Americana, em 2014, foi o último ato de Ronaldinho pelo Galo. A despedida foi em grande estilo, com uma vitória emocionante, como aquelas da Libertadores: 4 a 3 sobre o Lanús no Mineirão.

    Comemorações, dribles, gols e notícias

    Cada lance genial de Ronaldinho merece uma menção. O craque marcou alguns golaços de falta, que há muito tempo não eram vistos no Galo. Entre eles, dois na mesma partida, contra o Fluminense.

    Além disso, foram dribles, dribles e mais dribles. Jogadas e mais jogadas geniais, que fizeram o torcedor atleticano voltar a sorrir e se encantar com a arte do futebol. Tudo graças ao sorriso de Ronaldinho.

    O passe de calcanhar para Fernandinho no jogo contra o Vasco, pelo Campeonato Brasileiro, foi uma prova de que o gênio resgatava a sua arte atuando pelo Atlético. Ronaldinho foi fundamental para o Galo e fez os olhos de cada torcedor alvinegro brilharem novamente, assim como na época de Reinaldo nos anos 1980.

    A famosa comemoração “de bonde”, ao marcar um gol de pênalti contra o Cruzeiro, no Mineirão, na final do Campeonato Mineiro de 2013. Ou a “bomba” jogada na torcida do rival no clássico. Foram momentos que ficaram na memória do atleticano.

    Ronaldinho faz 42 anos: relembre os melhores momentos do "Bruxo" no Atlético
    Foto: Bruno Cantini/Atlético

    O assédio da imprensa e torcedores de outros países em jogos da Libertadores e Mundial também impressionava. Ronaldinho era notícia em todo canto do mundo. Na derrota contra o Raja Casablanca, os jogadores do time de Marrocos não deixaram R10 ir para o vestiário, todos pedindo um cumprimento, a camisa, a faixa e tiraram até o calção do Gaúcho.

    Despedida

    Ronaldinho faz 42 anos: relembre os melhores momentos do "Bruxo" no Atlético
    Foto: Bruno Cantini/Atlético

    Depois de dois anos mágicos, Ronaldinho se despediu do Atlético em julho de 2014, em um momento de muita emoção. Em uma entrevista coletiva, o jogador anunciou a sua saída de forma oficial, sendo cumprimentado por seus companheiros de elenco e recebendo um Galo de Prata do então presidente alvinegro Alexandre Kalil, que mantinha uma relação com o meia parecido com a de pai e filho.

    O sorriso, as jogadas, os gols, os títulos e as declarações de Ronaldinho ficará marcado para sempre na memória de cada torcedor atleticano.

  • Cruzeiro XXI: qual é o maior meia do Cruzeiro no século?

    Cruzeiro XXI: qual é o maior meia do Cruzeiro no século?

    Que o Cruzeiro é um dos maiores clubes do mundo, respeitado dentro e fora do Brasil, não restam dúvidas. O time celeste sempre foi referência de conquistas, bom futebol e grandes jogadores. Mas torcedor, você já parou para pensar quais são os maiores jogadores da Raposa no século XXI? Bom, vide a gama de craques que vestiram a camisa estrelada, essa pergunta não é a mais fácil de responder. Mas, com sua ajuda, nós do Mais Minas tentaremos respondê-la.

    Nos próximos dias realizaremos enquetes com os maiores e melhores jogadores do Cruzeiro em cada posição, falando um pouco de suas trajetórias com a camisa celeste e você, torcedor, irá votar em seus favoritos. Ao final das matérias, que serão divididas em goleiros, laterais-direitos, zagueiros, laterais-esquerdos, volantes, meias, atacantes e técnicos, iremos analisar os mais votados e montar uma seleção da Raposa no século XXI.

    E após elegermos Fábio como melhor goleiro, Maurinho na lateral-direita, Cris e Léo na zaga, Sorín como lateral-esquerdo e estarmos votando no melhor volante, teremos agora a eleição que decidirá os maiores meias do Cruzeiro no século XXI. Dada a dificuldade da definição de meia, iremos colocar também aqueles jogadores que se destacaram jogando abertos no setor, premiando, assim, os três mais votados. O esquema utilizado na votação será o 4-2-3-1, que vem comumente sendo utilizado pelo clube nos últimos anos.

    Alex (2001 e 2002-2004)

    Crédito: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

    Um dos maiores ídolos da história do Cruzeiro, Alex é lembrado com imenso carinho pela torcida celeste e considerado o jogador de maior capacidade técnica a ter passado pelo clube no século XXI. Foram duas passagens pelo clube, obtendo sucesso na segunda, onde conquistou quatro títulos e liderou o clube na conquista da Tríplice Coroa, em 2003.

    Para se ter ideia, somente no clube celeste foram 10 prêmios individuais conquistados pelo jogador, além de uma infinidade de gols antológicos.

    Wagner (2004-2009)

    Mesmo sem grandes títulos pelo clube no currículo, Wagner foi um dos principais jogadores do Cruzeiro no tempo em que passou vestindo azul. Foram mais de 200 jogos pelo time celeste e três estaduais conquistados. Em seu período na Raposa, ganhou dos prêmios Bola de Prata da Revista Placar, em 2006 e 2008.

    Gilberto (1998 e 2009-2011)

    Gilberto jogou no Cruzeiro em 1998 e depois entre 2009 e 2011, alternando entre lateral e meio-campista. Com a camisa azul, se tornou uma liderança por sua técnica e experiência. Dono de um potente chute de esquerda, o jogador conquistou dois estaduais pelo Cruzeiro, em 1998 e em 2011.

    Roger (2010-2012)

    Outro jogador lembrado com carinho pela torcida celeste é o meia Roger. Em dois anos e meio no clube o jogador conquistou apenas um estadual, mas suas boas atuações e estrela em clássicos o tornaram muito querido pela torcida. Roger ainda teve papel de destaque na vitória por 6 a 1 sobre o rival Atlético-MG que salvou o Cruzeiro do rebaixamento em 2011, marcando um gol e dando três assistências. Polêmicas e provocadoras, as entrevistas do atleta sempre repercutiam entre as torcidas mineiras.

    Montillo (2010-2012)

    Walter Montillo
    Walter Montillo e filho – Crédito: Cris Mattos -STAFF IMAGES

    Walter Montillo foi, sem dúvidas, um dos melhores jogadores a vestirem a camisa do Cruzeiro no século. Dotado de técnica e habilidade ímpares, o jogador ainda se destacava nos dribles, assistências e finalizações. Meia completo, o jogador é o quarto maior artilheiro estrangeiro da história do clube, com 36 tentos, em apenas dois anos e meio na equipe.

    Pela Raposa conquistou somente um título estadual, batendo na trave em títulos maiores, muitas vezes prejudicado por elencos enfraquecidos. Sua qualidade o rendeu muitos prêmios individuais.

    Éverton Ribeiro (2013-2014)

    Quando Éverton Ribeiro recebia a bola, era difícil o parar. Baixinho e canhoto, o jogador desfilava habilidade e grandes dribles com a camisa do Cruzeiro. Goleador e ótimo assistente, o ex-camisa 17 azul é mais um para o panteão ocupado por Alex, Montillo e cia. como jogadores mais dotados tecnicamente a vestir a camisa da Raposa no século.

    Pelo Cruzeiro, Éverton Ribeiro venceu três títulos, sendo o grande maestro da conquista do bi Brasileiro, em 2013 e 2014. O meia conquistou diversos prêmios individuais no clube e marcou um dos gols mais bonitos da história da Raposa, na Copa do Brasil de 2013, ao tabelar com Ricardo Goulart, “chapelar” o volante Luiz Antônio, do Flamengo, e meter uma bomba, sem deixar a bola cair, no ângulo do goleiro Felipe.

    Ricardo Goulart (2013-2014)

    Parceiro de Éverton Ribeiro no Cruzeiro, Ricardo Goulart pode não ser tão dotado tecnicamente como o companheiro, mas é um dos jogadores mais inteligentes que se viu passar no clube. Ótimo em atacar os espaços e exímio finalizador, o jogador marcou diversos gols, de todas as formas, vestindo azul e ajudou o clube na conquista de três títulos, incluindo os Brasileirões de 2013 e 2014. Foi eleito o melhor jogador do Campeonato Brasileiro de 2014.

    Alisson (2013-2017)

    Revelado no Cruzeiro, o mineiro de Rio Pomba foi um dos grandes destaques da equipe nos anos que vestiu azul. Muito rápido e excelente driblador, o jogador foi muito importante na conquista da Copa do Brasil de 2017, fazendo dupla infernal com o lateral Diogo Barbosa, pelo lado esquerdo. No Cruzeiro conquistou quatro títulos, sendo dois Brasileirões, uma Copa do Brasil e um estadual.

    De Arrascaeta (2015-2018)

    Giorgian de Arrascaeta viveu uma relação de altos e baixos com a torcida celeste. Contratado em 2015, o meia demorou a se firmar como peça importante do time, mesmo que desde que chegou sua qualidade tenha ficado evidente. Bom driblado e exímio finalizador, o jogador sempre demonstrou muita inteligência atacando espaços e estando no lugar certo para finalizar.

    Pelo Cruzeiro, De Arrascaeta conquistou três títulos, sendo duas Copas do Brasil, em 2017 e 2018, marcando o gol do título de 2018 após viajar 25 horas e entrar no segundo tempo da partida, pois havia defendido sua seleção no Japão pouco tempo antes. Além dos títulos coletivos, o uruguaio colecionou grande número de títulos individuais, tendo chegado inclusive a disputar o Prêmio Puskás de gol mais bonito do ano no futebol mundial, em 2018.

    O jogador é também o maior artilheiro estrangeiro da história do clube, com 50 gols marcados. Sua saída conturbada para o Flamengo no início de 2019, onde faltou a treinos e entrou em litígio com o clube, o tornou uma espécie de “Judas” para a torcida do Cruzeiro, mesmo que o valor pago pelo seu passe tenha sido um recorde no futebol brasileiro.

    Robinho (2016-atualmente)

    Robinho chegou ao Cruzeiro no decorrer de 2016 e de lá para cá se tornou peça importante no time celeste. Mesmo passando por períodos de lesão e má fase, condicionadas por situações extracampo, o jogador se recuperou e foi peça chave nos vitoriosos anos de 2017 e principalmente 2018.

    Com muita qualidade nas assistências e arremates de fora da área, o jogador ajudou o clube a conquistas quatro títulos, incluindo o bicampeonato da Copa do Brasil, desde que chegou. Em 2019 seu desempenhou caiu muito e ele foi dado como um dos culpados pelo rebaixamento do clube, mas permaneceu para a disputa da Série B.

    Thiago Neves (2017-2019)

    Thiago Neves
    Thiago Neves – Crédito: Bruno Haddad/Cruzeiro

    O caso de Thiago Neves no Cruzeiro é muito curioso. Em pouco tempo o jogador foi de ídolo a persona non-grata no clube mineiro. O jogador chegou em 2017 ao time celeste para fortalecer a equipe que se reconstruía de uma sequência de anos ruins. E o impacto do meia foi imediato. O jogador, sempre muito decisivo, se acostumou a fazer gols ou ter boas atuações em jogos importantes e ajudou o clube a conquistar quatro títulos, sendo duas Copas do Brasil, enquanto esteve na Raposa.

    Mas 2019 foi o ano da derrocada daquele que era um dos jogadores favoritos dos torcedores. Brigas internas, conflitos com treinadores, indisciplina, falta de comprometimento e desempenho desastroso dentro de campo fizeram Thiago Neves ser taxado como um dos grandes responsáveis pela queda do Cruzeiro para a segunda divisão do Brasileirão. Antes amado pelos cruzeirenses pelo perfil provocador e pela qualidade dentro de campo, Thiago hoje é um nome desprezado por todos os cruzeirenses, conseguindo assim ser detestado pelas duas maiores torcidas mineiras.

  • Marta supera Klose e se consagra a maior artilheira em Copas do Mundo

    Marta supera Klose e se consagra a maior artilheira em Copas do Mundo

    A seleção brasileira feminina jogou ontem (19), contra a Itália e venceu por 1 a 0. Além da classificação para as oitavas de final, o jogo marcou um momento histórico para o futebol. Marta marcou e se consagrou a maior artilheira da história, entre homens e mulheres, de Copas do Mundo. Agora, ela soma 17 gols em mundiais.

    Com o feito, a camisa 10 da seleção, superou Miroslav Klose, que tem 16 tentos em Copas. Quebrar recordes não é novidade para Marta: Na partida contra a Austrália, ela se tornou a primeira jogadora a marcar em cinco edições diferentes do mundial. Além disso, a jogadora é a maior artilheira da seleção feminina brasileira, com 118 gols. Ela também é a maior vencedora do prêmio de melhor jogadora do mundo, acumulando seis troféus.

    Em entrevista concedida após a partida Marta declarou que: “a gente está quebrando muitas barreiras. Esse recorde representa bastante. Pois não é só a Marta, mas é um recorde das mulheres. Muitos dizem ainda que futebol é para os homens, mas este recorde é tanto do futebol masculino quanto do feminino“.

    Resumo do jogo

    Com os últimos resultados garantidos pela seleção italiana, os brasileiros já estavam esperando uma partida complicada para a tarde de ontem (18). As expectativas se cumpriram e o placar magro, comprova o jogo difícil. O primeiro tempo foi dominado pela Itália, o Brasil acabava dando espaço para as adversárias que aproveitavam as chances de contra-ataque.

    Contudo, a seleção brasileira se destacou no ataque e conseguiu boas chances com Debinha. No segundo tempo, o Brasil mostrou para que veio. A equipe fez um jogo seguro e dominou as adversárias que mal conseguiram atacar. As brasileiras pressionaram todo o tempo as italianas, desde a cobrança de falta de Debinha, que acertou o travessão, à  lances de bola parada, por exemplo, quando Kathellen quase marcou de cabeça.

    O gol da vitória saiu aos 28 minutos do segundo tempo, após Debinha ser derrubada na área por Linari, e a juíza marcar pênalti. Foi então que aconteceu o momento histórico: Marta converteu a cobrança, se tornando a maior artilheira de Copas do Mundo, além de assegurar a vitória brasileira. Com o gol sofrido, a seleção italiana ensaiou uma reação, mas ameaçou pouco e não conseguiu evitar a derrota.

    Artilheira de batom roxo

    Além do recorde, a maior artilheira da história das Copas também chamou atenção ao usar um batom roxo na partida de ontem. Segundo a atleta, a cor do produto se chama sangria, e para ela, ter usado ele na partida significava que o Brasil precisava dar o sangue na partida. Bom, pelo resultado e o recorde quebrado podemos dizer que deu certo. Pode continuar usando o batom roxo Marta, o Brasil e o futebol agradecem!

  • Seleção Feminina enfrenta Austrália buscando classificação antecipada

    Seleção Feminina enfrenta Austrália buscando classificação antecipada

    A Seleção Brasileira entra em campo hoje, às 13h, pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de Futebol Feminino. O time de Marta, Cristiane e companhia irá enfrentar a seleção da Austrália. Uma vitória no jogo de hoje praticamente garante as meninas nas oitavas de final.

    Protagonistas de uma grande rivalidade no últimos anos, as seleções de Brasil e Austrália entram com diferentes objetivos. As brasileiras sabem que, vencendo, podem se classificar antecipadamente para as oitavas. As australianas, por sua vez, precisam de ganhar para se manterem vivas no torneio. Uma derrota deixaria a eliminação batendo à porta, já que “The Matildas“, como são conhecidas, perderam para a Itália, de virada, na estreia.

    Mas o início ruim das australianas não podem enganar o Brasil. A adversária é muito forte e uma das favoritas ao título. Atualmente a Austrália é a sexta colocada no ranking da Fifa. O Brasil ocupa a décima posição.

    Marta volta à Seleção

    Uma atração à torcida será a volta de Marta, seis vezes eleita a melhor jogadora do mundo. A craque brasileira ficou de fora da estreia do Brasil por estar se recuperando de lesão. Mas a atacante está recuperada e vai, portanto, para a partida.

    Escalações

    O Brasil entra em campo da seguinte maneira:

    Já “As Matildas” jogam assim:

  • Seleção Brasileira sai na frente, mas cede virada à Austrália

    Seleção Brasileira sai na frente, mas cede virada à Austrália

    A Seleção Brasileira Feminina foi derrotada, de virada, pela Austrália, por 3 a 2. Mesmo saindo ganhando por 2 a 0, o Brasil, em alguns lances de azar, viu as australianas tomarem à frente no placar. O jogo foi válido pela segunda rodada da Copa do Mundo Feminina.

    O Brasil começou a partida muito bem, comandado pelas suas principais estrelas Marta, Cristiane e Formiga. E foi com as duas primeiras que a seleção canarinho logo pulou à frente no placar. Ainda no primeiro tempo, perdendo por 2 a 0, a Austrália conseguiu diminuir. No segundo tempo, após dois lances de infelicidade da defesa brasileira, “The Matildas” conseguiram virar o jogo.

    Gols

    Os gols da partida foram marcados por Marta e Cristiane para o Brasil. Pela Austrália marcaram Foord, Logarzo e Mônica, contra.

    Primeiro tempo

    O primeiro gol da partida foi marcado pela atacante eleita seis vezes a melhor do mundo, Marta. Aos 26 minutos a camisa 10 converteu pênalti sofrido por Letícia Santos. A craque brasileira bateu muito bem, deslocando a goleira adversária.

    O Brasil ainda ampliou o placar com a artilheira Cristiane. Após marcar os três gols brasileiros na vitória sobre a Jamaica na estreia, a camisa 11 voltou a balançar as redes. Aos 37 minutos Tamires deu linda caneta no meio campo e lançou Debinha, que cruzou. A bola foi perfeita e encontrou a cabeça de Cristiane, que não perdoou e assinalou o 2 a 0.

    A Austrália diminuiu ainda no primeiro tempo. Aos 46 minutos, Foord aproveitou desvio de cabeça de Logarzo após cruzamento da intermediária e estufou as redes de Bárbara.

    Segundo tempo

    No segundo tempo o Brasil perdeu Marta e Cristiane que sentiram lesões, sendo sacadas preventivamente, e Formiga, que saiu após levar cartão amarelo. Com as mudanças, a Seleção Brasileira ficou irreconhecível em campo, passando a ser amplamente dominada pelas australianas.

    E aos 12 da etapa final a Austrália empatou a partida. Logarzo cruzou, de longe, para a área. A bola foi quicando, passou por todo mundo e enganou a goleira Bárbara. 2 a 2 no placar.

    E o castigo da Seleção viria aos 23. Após lançamento do meio de campo, tentou cortar, mas cabeceou mal e a bola foi morrer no cantinho de Bárbara. A bandeira chegou até a assinalar o impedimento da atacante australiana que se movimentou nas costas da defesa para receber o lançamento. Mas a árbitra Esther Staubli, com a ajuda do VAR que a chamou para rever o lance, validou o gol australiano.

    Após a virada o Brasil se abateu ainda mais e não conseguiu oferecer qualquer perigo para as rivais. Sendo assim, o jogo acabou dessa forma: 3 a 2 para a Austrália.

    Marta

    Com o gol marcado de pênalti, Marta chegou a seu 16º gol com a camisa da Seleção Brasileira em Copas do Mundo, se igualando ao alemão Miroslav Klose, como maior artilheira da história dos mundiais.

    Reclamação

    No último lance da partida, a atacante Andressa Alves se enroscou com a defensora australiana na área e caiu pedindo pênalti. A árbitra Esther Staubli e o VAR não viram nada mais que a normalidade no lance e o jogo seguiu, o que causou revolta nas brasileiras e no técnico Vadão, que reclamaram muito.

    Próxima partida

    O Brasil volta a campo na terça-feira (17), para enfrentar a Itália. A vitória é importantíssima para que as meninas não dependam de outro resultado para se classificarem. O jogo será válido pela terceira e última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo Feminina.

  • Tudo que você precisa saber sobre a Copa do Mundo Feminina

    Tudo que você precisa saber sobre a Copa do Mundo Feminina

    A oitava Copa do Mundo Feminina, começa nesta sexta-feira (07), às 15h. O pontapé inicial do evento será dado pela seleção da França, dona da casa, e pela Coreia do Sul. Nunca antes na história do futebol feminino o evento foi tão celebrado. A edição de 2019 vem com muitas novidades.

    Essa será a primeira vez que uma dos maiores canais de televisão do Brasil, a Rede Globo, vai transmitir todos os jogos da nossa seleção em mundial. Além disso, segundo a FIFA, mais de 720 mil ingressos já foram comercializados, sendo o número um recorde. As partidas de abertura, semifinais e final, já estão esgotadas. Também é a primeira vez que as mídias dão a devida atenção a cobertura do mundial. Até 2015 a Copa do Mundo Feminina era praticamente ignorada e apenas alguns jogos eram transmitidos.

    Para a Seleção Brasileira, é a primeira vez que a CBF se preocupa em fazer um planejamento que prioriza a aclimatação das jogadoras próximo ao local da Copa. Esse ano, desde o dia 22 de maio, as jogadoras brasileiras estão se preparando para o mundial em Portugal.

    Esta edição conta com a participação de 24 delegações, divididas em seis grupos.

    Grupos

    A- França, Coreia do Sul, Nigéria e a Noruega.

    B-  Alemanha, China, Espanha e África do Sul.

    C- Austrália, Itália, Brasil e Jamaica.

    D- Inglaterra, Escócia, Argentina e Japão

    E- Canadá, Camarões, Nova Zelândia e Holanda

    F- Estados Unido, Tailândia, Chile e Suécia

    Como funciona a disputa da Copa do Mundo Feminina

    Na primeira fase, as equipes de cada grupo jogam entre si. Dessa forma, se classificam as duas primeiras de cada grupo e as quatro melhores terceiras colocadas. Ao todo, serão classificadas 16 seleções que darão início ao mata-mata das oitavas de final. Posteriormente, quartas de final, semifinal, disputa do terceiro lugar e final.

    Maiores campeãs e grupos mais difíceis

    Os grupos mais perigosos são os B e F. Alemanha e Estados Unidos dominam o mundial há um tempo. A seleção americana é tri e atual campeã, levando os títulos de 1991,1999 e 2015. A Alemanha, é bicampeã e levou o título nos anos de 2003 e 2007.

    No ranking da FIFA, as duas seleções figuram nos primeiros lugares, sendo a dos Estados Unidos em primeiro e a da Alemanha em segundo. Mas o futebol feminino no geral vem ganhando mais força nos últimos anos. Desta maneira, com o aumento de investimento, o nível de toda a modalidade sobe. E a seleção inglesa é uma das que também promete dar trabalho nesse mundial. Do sexto lugar no ranking da FIFA, a Inglaterra pulou para o terceiro lugar.

    Situação da Seleção Brasileira

    Assim como no masculino, a Seleção Brasileira feminina também participou de todas as edições da Copa do Mundo. Mas nunca conseguiu levantar a taça de campeã. Nesse ano, a Seleção não vem mostrando um bom futebol e decepcionou nos amistosos realizados antes do mundial. A última vitória das brasileiras em uma partida oficial foi em julho de 2018. No ranking, a seleção caiu do sétimo para o décimo lugar.

    Um dos principais desafios que as jogadoras enfrentam é o atual técnico, Oswaldo Alves, o Vadão. O comandante tem uma longa, porém sem brilho, carreira no futebol. Pela seleção feminina, o técnico não vem conseguindo bons resultado, tendo um sistema de jogo completamente confuso.

    Ele mostra um total desconhecimento do futebol feminino, escalando por exemplo, atacante como lateral-esquerda. Além disso, ele também se destaca negativamente pelas declarações de cunho machistas e de total desconhecimento geográfico.

    Muitos ainda se perguntam o porquê de Vadão estar com o comando da seleção feminina nas mãos. Esse fato nos leva a concluir que mesmo com o aumento da valorização do futebol feminino no país, ainda há muito descaso. Principalmente por parte da CBF, que não deixaria esse tipo de situação acontecer com a seleção masculina.

    Lado positivo

    Se o técnico decepciona, as jogadoras dão um acalento. Nossa seleção vai para o mundial com muitos destaques, entre eles, Formiga. A jogadora tem 41 anos e vai chegar ao recorde de ter disputado sete edições do mundial. Além disso, ela entra para a história como a jogadora mais velha a disputar uma Copa do Mundo.

    Não podemos esquecer da jogadora que mudou o futebol feminino brasileiro. Marta, seis vezes a melhor do mundo e maior artilheira da seleção feminina, com mais de 100 gols. A camisa 10 é versátil e pode jogar como atacante, ponta ou meia-atacante. Mais uma vez, a jogadora promete encantar os brasileiros e o mundo com seus dribles e jogadas incríveis.

    Ao que tudo indica, a Copa do Mundo de 2019 pode ser a última vez que Marta e Formiga vão atuar juntas no mundial.

    Jogadoras Convocadas 

    Com 23 nomes, a lista de convocadas para a seleção é:

    Goleiras: Bárbara, Aline Reis e Leticia Izidoro.

    Laterais: Poliana, Letícia Santos, Camila e Tamires.

    Zagueiras: Kathellen, Tayla, Mônica e Érika.

    Meio-campistas: Formiga, Thaísa, Luana e Andressinha.

    Atacantes: Andressa Alves, Ludmila, Marta, Cristiane, Bia Zaneratto, Geyse, Raquel e Debinha.

    Estreia da seleção 

    A seleção feminina brasileira estreia contra a Jamaica, no domingo (09), às 10h30. Essa é a primeira vez que a seleção da Jamaica vai disputar uma Copa do Mundo. O principal patrocinador da equipe é a fundação Bob Marley.

    Para a partida, a seleção deve entrar em campo com a seguinte formação: Bárbara; Leticia, Monica, Erika (Kathellen) e Tamires; Formiga, Thaísa, Andressa Alves e Marta; Bia Zaneratto e Cristiane (Ludmila).