Tag: Polícia Civil de Minas Gerais

  • Polícia Civil promove ação solidária para filhos de vítima de feminicídio

    Polícia Civil promove ação solidária para filhos de vítima de feminicídio

    Na última segunda-feira (23/12), a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) promoveu uma ação solidária para amparar os oito filhos de uma mulher vítima de feminicídio. O crime ocorreu em 10 de dezembro no bairro São Marcos, região Nordeste de Belo Horizonte. A iniciativa reuniu doações e ofereceu um momento de acolhimento para as crianças, cujo responsável legal é o filho mais velho, de 19 anos.

    A campanha arrecadou brinquedos, roupas, alimentos, material escolar e itens para a ceia de Natal. Além disso, uma vaquinha foi organizada para ajudar nas despesas da família. A entrega das doações começou com um comboio de seis viaturas que surpreendeu a família em sua residência. Em seguida, as crianças foram levadas ao hangar da Polícia Civil, onde tiveram a oportunidade de conhecer as estruturas aerotáticas e interagir com os cães utilizados em operações policiais.

    A delegada Alessandra Wilke, chefe do Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), destacou o impacto da ação: “Gostaria de expressar a mais profunda gratidão a todos que, de forma tão generosa, uniram-se a nós para ajudar essa família, em um momento tão difícil. Graças às suas contribuições, conseguimos proporcionar um momento especial para as crianças, marcado por lembranças que possam trazer um pouco de luz em meio a tanta dor. Que a família continue recebendo o apoio necessário”.

    Participação ampla e esforços integrados

    A ação foi organizada pela equipe responsável pela investigação do feminicídio, envolvendo todo o DHPP, as unidades avançadas, a Divisão de Referência da Pessoa Desaparecida (DRPD), a Coordenação Aerotática (CAT), a Coordenação de Operações com Cães (COC) e a chefia da PCMG. Amigos, familiares dos policiais e outros colaboradores também participaram, reforçando a união em torno de uma causa social relevante.

    A iniciativa demonstrou o compromisso da Polícia Civil em ir além das investigações criminais, promovendo acolhimento e apoio a vítimas e seus familiares em momentos de extrema vulnerabilidade. A PCMG reafirmou a importância de ações integradas que unem as forças de segurança e a sociedade em prol do bem-estar coletivo.

    Os interessados em contribuir com a causa podem realizar doações por meio da Vaquinha Oficial, acessível no site oficial da PCMG.

    Contexto do feminicídio

    O caso, que motivou a ação solidária, ocorreu no início de dezembro, quando a mãe das crianças foi esfaqueada em frente à sua casa. O suspeito, de 30 anos, pai de seis dos filhos da vítima, foi preso em flagrante e teve sua prisão preventiva decretada pela Justiça. O crime está sendo investigado pelo Núcleo Especializado de Investigação de Feminicídios do DHPP.

    Segundo as autoridades, casos como esse destacam a urgência de ações efetivas no combate à violência de gênero, bem como a necessidade de suporte contínuo às famílias impactadas por essas tragédias. A iniciativa da PCMG serve como um exemplo de como esforços coordenados podem minimizar os danos e trazer algum alento às vítimas indiretas.

  • Polícia busca líder de tráfico suspeito de decapitação em Mariana (MG)

    Polícia busca líder de tráfico suspeito de decapitação em Mariana (MG)

    A Polícia Civil de Minas Gerais intensificou as buscas por Emerson Hugo Bezerra da Silva, conhecido como “Baianinho”, acusado de decapitar um homem em Mariana, na região Central do estado. O crime, registrado em vídeo, seria parte de uma disputa entre facções criminosas que operam na região. “Baianinho”, apontado como líder do tráfico de drogas no bairro Rosário, é considerado foragido desde que teve a prisão preventiva decretada em maio deste ano.

    Segundo as investigações, “Baianinho” seria membro do Comando Vermelho (CV) e estaria envolvido em uma série de crimes relacionados à rivalidade com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A decapitação seria uma resposta a um triplo homicídio ocorrido em Ouro Preto, em 2 de dezembro, no qual três homens ligados ao CV foram torturados e executados.

    O vídeo em que “Baianinho” aparece decapitando Marco Polo, supostamente associado ao PCC, teria como objetivo enviar um recado direto ao líder da facção rival, conhecido como “Paizão”, que controla o tráfico no bairro Cabanas e em cidades vizinhas, como Ouro Preto e Itabirito.

    Além da brutalidade do crime, a situação alarmou a comunidade de Mariana. O corpo de Marco Polo ainda não foi encontrado, e a polícia investiga se a vítima tinha envolvimento direto com os conflitos entre as facções.

    Histórico criminal e status de foragido

    De acordo com a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sejusp), “Baianinho” possui um extenso histórico criminal. Ele foi preso pela primeira vez em maio de 2015, permanecendo no Presídio de Mariana até junho de 2016. Posteriormente, ficou detido no Presídio Antônio Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves, até julho de 2018, quando obteve liberdade.

    Desde então, ele acumulou acusações de homicídio, associação criminosa e porte ilegal de armas. A prisão preventiva decretada em maio deste ano, referente a um homicídio cometido no mesmo período, não foi suficiente para capturá-lo. Apesar das tentativas das autoridades, “Baianinho” permanece foragido, o que aumenta a insegurança na região.

    Contexto de violência na região

    Os últimos acontecimentos revelam uma escalada de violência em Mariana e cidades vizinhas. O triplo homicídio que teria motivado a decapitação é um exemplo do impacto da disputa entre facções na região.

    As vítimas do crime em Ouro Preto, todas ligadas ao Comando Vermelho, foram atraídas para o local do assassinato, onde foram torturadas e executadas. A polícia apura o possível envolvimento de uma jovem que teria levado os homens até o local, mas a suspeita está desaparecida.

    Esses eventos destacam como a rivalidade entre facções transforma bairros e comunidades em cenários de brutalidade, afetando não apenas os envolvidos diretamente no tráfico, mas também os moradores locais, que vivem sob constante temor.

    Investigações e buscas

    As autoridades seguem investigando a conexão entre os crimes e trabalham para localizar “Baianinho”. A Polícia Civil informou que o mandado de prisão continua ativo e as buscas se concentram em áreas onde ele pode estar escondido.

    Moradores de Mariana, especialmente do bairro Rosário, têm colaborado com denúncias anônimas. A polícia reforça que informações sobre o paradeiro de Emerson Hugo Bezerra da Silva podem ser comunicadas diretamente pelo Disque-Denúncia 181, com garantia de sigilo absoluto.

    A Secretaria de Segurança Pública reconhece os desafios de capturar o suspeito, dada a complexidade da estrutura das facções criminosas. No entanto, reforçou o compromisso de agir para proteger a população e reduzir a violência na região.

  • Duas pessoas são presas por assassinato banal após briga motivada por manobra de carro em Belo Horizonte

    Duas pessoas são presas por assassinato banal após briga motivada por manobra de carro em Belo Horizonte

    Duas pessoas de 19 anos foram presos na última quinta-feira (28/11) pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). Eles são suspeitos de envolvimento no homicídio de um rapaz de 20 anos, ocorrido no dia 21 de setembro no bairro Nova Gameleira, região Oeste de Belo Horizonte.

    O crime foi motivado por uma discussão gerada após a vítima realizar uma manobra de carro que teria desagradado os acusados. As investigações foram conduzidas pelo Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), sob a coordenação do delegado Evandro Nascimento Radaelli.

    Entenda o caso

    Na noite do homicídio, uma discussão começou entre a vítima, os dois jovens presos e um adolescente de 17 anos. A vítima foi retirada do local pelo padrasto e levada para dentro de casa. No entanto, enquanto estava no segundo andar, próxima a uma janela, foi atingida por um disparo de arma de fogo no rosto.

    O delegado Radaelli relatou que o disparo foi realizado após dois dos suspeitos instigarem o adolescente a buscar a arma e entregá-la ao autor do disparo. “O adolescente foi até a casa daquele que estava incitando o crime, pegou a arma e a entregou ao atirador”, explicou.

    Prisão e apreensão

    Após um mês de investigações, a polícia cumpriu mandados de prisão preventiva e busca e apreensão domiciliar. Durante a operação, realizada no dia 28 de novembro, os policiais localizaram cocaína na residência do adolescente envolvido, que foi apresentado na delegacia para as medidas cabíveis.

    Os dois suspeitos foram presos e encaminhados ao sistema prisional, onde aguardarão o julgamento.

    Repercussão e andamento do caso

    O caso gerou repercussão no bairro Nova Gameleira devido à natureza banal do motivo que levou ao homicídio. A PCMG reforçou que a investigação rápida e eficiente foi essencial para identificar os envolvidos e garantir a prisão dos suspeitos.

    Segundo as autoridades, os dois jovens presos e o adolescente responderão pelo crime de homicídio. No caso dos maiores de idade, os processos serão conduzidos pela Justiça comum. Já o adolescente será submetido às medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

    Ação integrada e trabalho investigativo

    O delegado Radaelli destacou a importância do trabalho conjunto das equipes envolvidas na investigação, que permitiu a coleta de provas, o cumprimento dos mandados e a apreensão de materiais relevantes para o caso.

    “A conclusão das investigações em um curto período demonstra o compromisso da Polícia Civil em solucionar crimes e trazer respostas rápidas à sociedade”, afirmou.

  • Triplo homicídio em Ouro Preto pode ter ligação com disputa por ponto de tráfico

    Triplo homicídio em Ouro Preto pode ter ligação com disputa por ponto de tráfico

    Na tarde desta segunda-feira (2), um triplo homicídio chocou a cidade de Ouro Preto, no bairro Santa Cruz. Três homens foram assassinados a tiros, sendo dois deles residentes de Mariana e um morador local. A Polícia Militar informou que a principal hipótese para o crime é uma disputa pelo controle de ponto de tráfico de drogas na região.

    De acordo com o 52º Batalhão da Polícia Militar, o crime aconteceu na Rua das Hortênsias, em uma área de mata próxima a um barraco. Os policiais foram acionados após moradores relatarem disparos de arma de fogo no local. Ao chegarem, encontraram os corpos das vítimas, sendo que um deles estava com as mãos amarradas para trás, indicando possível execução.

    A perícia técnica foi chamada para realizar os levantamentos iniciais na cena do crime. A Polícia Militar também confirmou que um suspeito foi detido, mas não forneceu detalhes sobre sua identidade ou seu envolvimento direto com os homicídios.

    A Polícia Civil assumiu a investigação do caso, buscando esclarecer as circunstâncias e identificar os responsáveis pelos assassinatos. Até o momento, as autoridades apontam para uma possível ligação do crime com disputas entre grupos criminosos relacionados ao tráfico de drogas.

    Conflitos desse tipo, frequentemente associados ao controle de pontos de venda de entorpecentes, têm sido uma das principais causas de violência em áreas urbanas vulneráveis. A polícia continua coletando informações e realizando diligências para apurar conexões entre as vítimas e os possíveis autores do crime.

  • Termina hoje as inscrições do concurso público da Polícia Civil de Minas Gerais com 255 vagas para Delegado, Médico Legista, Perito Criminal e Investigador de Polícia

    Termina hoje as inscrições do concurso público da Polícia Civil de Minas Gerais com 255 vagas para Delegado, Médico Legista, Perito Criminal e Investigador de Polícia

    A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) anunciou a abertura de 255 vagas em diversas carreiras por meio de quatro editais publicados em outubro de 2024. O concurso, organizado pela FGV Conhecimento, busca preencher cargos em áreas essenciais da instituição, reforçando o efetivo e a atuação em segurança pública no estado.

    Cargos e remuneração

    As oportunidades estão distribuídas entre as seguintes funções:

    1. Delegado de Polícia Substituto
    • 54 vagas
    • Exigência: bacharelado em Direito e três anos de atividade jurídica ou policial
    • Salário inicial: R$ 14.931,31
    • Edital aqui
    1. Médico Legista
    • 10 vagas
    • Exigência: graduação em Medicina
    • Salário inicial: R$ 11.547,07
    • Edital aqui
    1. Perito Criminal
    • 26 vagas
    • Exigência: diploma superior em áreas específicas, como Biologia, Engenharia ou Ciências Contábeis
    • Salário inicial: R$ 11.547,07
    • Edital aqui
    1. Investigador de Polícia I
    • 165 vagas
    • Exigência: curso superior em qualquer área
    • Salário inicial: R$ 5.332,62
    • Edital aqui

    Processo seletivo e etapas

    Todos os cargos terão cinco etapas obrigatórias:

    • Prova objetiva (prevista para 26 de janeiro de 2025).
    • Exames biomédicos e biofísicos.
    • Avaliação psicológica.
    • Prova de títulos.
    • Investigação social.

    Para Delegado, há duas etapas adicionais: provas dissertativa e oral.

    Inscrição e taxas

    As inscrições devem ser realizadas até 19 de novembro de 2024, no site oficial da FGV Conhecimento. As taxas variam de R$ 85,00 a R$ 220,00, conforme o cargo escolhido. O pagamento deve ser feito até 21 de novembro por Documento de Arrecadação Estadual (DAE).

    Distribuição regional e critérios

    Os aprovados atuarão em unidades da Polícia Civil em Minas Gerais, com designação conforme necessidade administrativa. Além disso, 10% das vagas são reservadas para pessoas com deficiência, conforme a legislação vigente.

    Requisitos gerais

    Além da escolaridade específica, os candidatos devem:

    • Possuir idade mínima de 18 anos.
    • Estar em dia com obrigações eleitorais e, no caso de homens, militares.
    • Apresentar aptidão física e mental compatíveis com o cargo.

    Curso de formação

    Após a aprovação no concurso, os nomeados deverão participar do Curso de Formação Técnico-Profissional promovido pela ACADEPOL, com dedicação exclusiva durante o período de treinamento.


  • Polícia Civil desarticula suposto esquema de exploração sexual e tráfico em Conselheiro Lafaiete

    Polícia Civil desarticula suposto esquema de exploração sexual e tráfico em Conselheiro Lafaiete

    A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) realizou, na quarta-feira (13/11), uma operação que desarticulou um esquema de exploração sexual e tráfico de entorpecentes na cidade de Conselheiro Lafaiete, região Central do estado. Dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos em imóveis que, segundo investigações, eram utilizados para fins de prostituição e comercialização de drogas. A ação resultou na prisão em flagrante de uma mulher, apontada como proprietária dos locais.

    A operação foi deflagrada após meses de investigação que começou com um flagrante ocorrido nas proximidades de um dos imóveis. Na ocasião, a PCMG identificou indícios de que os locais serviam como pontos de prostituição e venda de entorpecentes. A partir desse flagrante, foram coletadas evidências que fundamentaram os pedidos judiciais de busca e apreensão.

    Durante a investigação, depoimentos de testemunhas e análise de movimentações suspeitas corroboraram a suspeita de que os estabelecimentos estavam sendo usados para práticas ilícitas. Segundo a PCMG, os imóveis eram frequentemente visitados por indivíduos em busca de serviços sexuais e drogas, configurando um esquema criminoso organizado.

    No cumprimento dos mandados, a polícia contou com o apoio da perícia técnica para coletar provas nos dois imóveis. Entre os itens apreendidos estavam cadernos de anotações detalhando as transações financeiras do negócio ilegal, um aviso indicando a comercialização de serviços sexuais e uma porção de substância entorpecente. As entrevistas realizadas com frequentadores e mulheres que atuavam nos locais reforçaram a prática do crime de rufianismo.

    O crime de rufianismo, segundo o Código Penal Brasileiro, consiste em tirar proveito financeiro da prostituição alheia, mesmo que com consentimento. As provas obtidas nos imóveis mostraram que a proprietária lucrava diretamente com os serviços prestados pelas garotas de programa, além de gerenciar as atividades nos locais. Quando combinado com outros delitos, como o tráfico de drogas, o rufianismo pode levar a penas mais severas, especialmente se houver comprovação de que a atividade envolvia pessoas em situação de vulnerabilidade social ou psicológica.

    A proprietária dos imóveis, identificada como responsável pelos estabelecimentos, foi presa em flagrante e encaminhada ao sistema prisional. Ela permanecerá à disposição da Justiça enquanto o caso segue em investigação. A PCMG também apura se a acusada tinha envolvimento direto com o tráfico de drogas identificado nos locais ou se terceirizava essa atividade a outras pessoas.

    De acordo com a polícia, a mulher pode responder pelos crimes de rufianismo e tráfico de drogas, cujas penas podem chegar a mais de dez anos de reclusão, dependendo da tipificação e da comprovação de agravantes.

  • Criança de oito anos sofre tentativa de sequestro em Ouro Preto

    Criança de oito anos sofre tentativa de sequestro em Ouro Preto

    Na manhã de segunda-feira (28), uma tentativa de sequestro de uma criança ocorreu no bairro Morro Santana, em Ouro Preto, Minas Gerais. As informações são da Itatiaia Ouro Preto.

    O incidente, que envolveu uma criança de oito anos, ocorreu enquanto o menino realizava uma atividade simples e cotidiana: tirar o lixo de casa. Foi nesse momento que um homem desconhecido tentou abordá-lo, mas a situação mudou quando outro homem, que passava pelo local em uma motocicleta, interveio rapidamente, frustrando o possível sequestro e assegurando a segurança do garoto.

    Segundo o relato da mãe da criança, que está circulando amplamente em grupos de WhatsApp na região, o motociclista agiu como um verdadeiro herói ao impedir o suspeito de levar o garoto. A mãe, que se encontrava no trabalho quando o incidente ocorreu, aproveitou o grupo de mensagens para pedir que o homem se identificasse e entrasse em contato. Ela também alertou outros pais sobre a necessidade de manter uma vigilância redobrada com as crianças, especialmente em áreas residenciais, onde situações de vulnerabilidade como essa podem ocorrer de forma inesperada.

    Apesar da rápida intervenção, ainda não há informações concretas sobre a identidade do suspeito, que conseguiu fugir sem ser identificado. A mãe da criança pretende formalizar o ocorrido junto às autoridades para que uma investigação completa seja conduzida. Espera-se que o boletim de ocorrência seja registrado em breve, a fim de iniciar uma busca mais ampla por informações e testemunhas que possam colaborar na identificação do suspeito.

    O incidente levou a Escola Municipal São Sebastião, instituição onde o menino estuda, a emitir uma notificação de alerta para todos os pais e responsáveis, destacando a importância de reforçar a segurança ao redor das crianças. A nota, divulgada amplamente nas redes sociais e por mensagens, inclui informações de contato de órgãos de segurança locais, como a Guarda Civil Municipal, a Polícia Militar e o Conselho Tutelar. Essa ação preventiva visa não apenas alertar as famílias, mas também estabelecer um canal direto para denúncias ou informações sobre o suspeito.

    Os moradores do bairro Morro Santana, assim como outras áreas próximas, demonstraram preocupação e solicitaram que medidas adicionais de segurança sejam implementadas. Sugestões como maior presença policial e ações de conscientização estão entre as demandas levantadas nas redes sociais e grupos de mensagens.

    O incidente serve como um lembrete da vulnerabilidade das crianças e da importância da colaboração comunitária em situações de emergência.

  • Operação Prophetarum Custodes mobiliza mais de 120 policiais e 45 viaturas em Congonhas

    Operação Prophetarum Custodes mobiliza mais de 120 policiais e 45 viaturas em Congonhas

    Em uma operação de grande escala realizada nesta quinta-feira (26/09) na cidade histórica de Congonhas, Minas Gerais, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), em parceria com a Polícia Militar (PMMG), realizou a prisão de três suspeitos e apreendeu uma quantidade significativa de drogas e armas. A operação, denominada “Prophetarum Custodes”, foi parte de um esforço contínuo para combater o tráfico de drogas, a posse ilegal de armas de fogo e prevenir homicídios na região do Campo das Vertentes.

    De acordo com o delegado responsável pela operação, Itamar Neto, a ação faz parte de uma série de medidas integradas entre as forças de segurança ao longo de 2024. “Esta operação surgiu como uma continuidade das ações conjuntas das polícias Civil e Militar, que contribuíram para a redução dos crimes violentos no primeiro semestre deste ano”, explicou o delegado.

    Operação de grande envergadura

    A operação mobilizou um grande contingente de 120 policiais e 45 viaturas, além de contar com o apoio aéreo e o Canil da PMMG. Durante a ação, foi cumprido um mandado de prisão e 26 mandados de busca e apreensão em cinco áreas distintas de Congonhas. Entre os materiais apreendidos estavam uma arma de fogo, uma motocicleta furtada, 13 pés de maconha, oito barras de maconha, duas barras de cocaína, além de outras substâncias ilícitas, como buchas e tabletes de maconha e haxixe. Também foram encontrados materiais para embalar drogas, balanças de precisão e duas máquinas de caça-níquel.

    A investigadora Amanda Dikita destacou o impacto da operação no combate ao crime organizado. “Essa ação vai dar continuidade à trajetória de diminuição dos índices de criminalidade que afligem a cidade de Congonhas”, afirmou a policial.

    Esconderijo incomum e resposta da polícia

    Em um dos alvos, as drogas foram encontradas enterradas em um curral de cavalos, uma estratégia dos criminosos para dificultar a localização dos entorpecentes. “Tivemos um grande êxito na operação, e essa ação de combate ao crime chega de forma muito positiva à sociedade”, afirmou o capitão da Polícia Militar, André Resende, celebrando o sucesso da ação.

    Os três indivíduos detidos em flagrante foram encaminhados ao sistema prisional e agora aguardam o julgamento da Justiça.

    Consequências legais

    No Brasil, o tráfico de drogas é um crime previsto na Lei 11.343/2006, que estabelece penas que variam de 5 a 15 anos de reclusão, além de multa. Já a posse ilegal de armas de fogo, prevista no Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/2003), pode acarretar penas de 1 a 6 anos de prisão, dependendo da situação. Por fim, o crime de associação criminosa, tipificado no artigo 288 do Código Penal, prevê pena de 1 a 3 anos de reclusão, podendo ser aumentada caso a associação seja armada ou tenha o envolvimento de menores.

  • Família de fisiculturista ouro-pretano acusa PM de truculência em abordagem: “Daniel teve um surto e sofreu violência policial com aprofundamento do crânio”

    Família de fisiculturista ouro-pretano acusa PM de truculência em abordagem: “Daniel teve um surto e sofreu violência policial com aprofundamento do crânio”

    A família de Daniel Alves, fisiculturista ouro-pretano de 23 anos, acusa a Polícia Militar de Minas Gerais de uso excessivo de força durante uma abordagem na madrugada desta quinta-feira (19), no distrito de Cachoeira do Campo, Ouro Preto. Daniel, que recentemente conquistou o primeiro lugar em duas categorias de fisiculturismo e o segundo lugar na Games Classic, sofreu graves ferimentos, incluindo afundamento craniano, após um surto psicótico, constatado em laudo médico.

    Um campeão e empreendedor

    Além de atleta, Daniel é sócio da loja de suplementos “Biofit”, localizada no shopping Jardins Street Mall, em Cachoeira do Campo. Segundo sua prima, Danila Gregório, Daniel sempre foi um trabalhador dedicado e sem antecedentes criminais. “Daniel é um jovem tranquilo, não tem ficha criminal e está sempre focado no esporte e nos negócios”, ressaltou a prima.

    O surto e a abordagem policial

    De acordo com familiares, Daniel sofreu um surto psicótico sem causa aparente, o que levou à intervenção da segurança do shopping e, posteriormente, à acionamento da Polícia Militar. Testemunhas afirmam que Daniel danificou um veículo durante o episódio, mas seus advogados ainda não conseguiram acessar as imagens das câmeras de segurança do local para confirmar o incidente.

    No entanto, a família alega que a ação policial foi desproporcional e violenta. Segundo Danila, “Daniel foi atingido por vários golpes de cassetete, o que causou o afundamento do crânio. Ele estava desarmado e a abordagem poderia ter sido feita de maneira menos agressiva, com o uso de spray de pimenta ou algemas.”

    Estado de saúde e espera por cirurgia

    Daniel foi levado ao Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, onde está internado e aguarda cirurgia devido à gravidade dos ferimentos. A família expressa profunda preocupação com o estado de saúde do jovem fisiculturista e clama por justiça. “Esperamos que os policiais envolvidos sejam punidos. Não podemos aceitar esse tipo de violência”, desabafou Danila.

    Investigação e resposta da PM

    O Mais Minas entrou em contato com o 52° Batalhão da Polícia Militar de Minas Gerais, que informou que a Polícia Militar instaurou um procedimento para apurar, formalmente, a conduta dos militares.

  • 300 tabletes de cocaína são apreendidos pela polícia no Triângulo Mineiro

    300 tabletes de cocaína são apreendidos pela polícia no Triângulo Mineiro

    A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), em ação conjunta com a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), realizou uma operação significativa nessa quinta-feira (5/9) em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. A ação resultou na apreensão de 300 tabletes de cocaína e na prisão de um homem em flagrante por tráfico de drogas.

    Operação policial localiza grande quantidade de droga em caminhão

    Após a PCMG receber informações confidenciais, as equipes policiais intensificaram a vigilância na região e conseguiram interceptar um caminhão nas proximidades de Araporã, na divisa com Minas Gerais. Durante a vistoria, os agentes localizaram cerca de 300 tabletes de cocaína escondidos na cabine do veículo.

    Segundo as investigações, o motorista havia retirado a droga na região de Colorado, em Rondônia, e estava a caminho de Uberlândia, onde a carga ilícita seria distribuída. A interceptação do caminhão, que transportava a droga disfarçada, foi um duro golpe contra o tráfico de drogas na região.

    Prisão e desdobramentos da operação

    O motorista, identificado como o responsável pelo transporte da droga, foi preso em flagrante e conduzido à Polícia Federal em Uberlândia. A quantidade expressiva de cocaína apreendida evidencia o impacto das operações integradas no combate ao tráfico de drogas no Triângulo Mineiro.

    Ficco: uma força-tarefa no combate ao crime organizado

    A operação foi coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), que é composta pela Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Penal. A Ficco tem o objetivo de promover a integração entre as forças de segurança para otimizar as ações de repressão ao crime organizado no estado de Minas Gerais.

    Com a apreensão, as autoridades reforçam a mensagem de que a integração e a troca de informações entre os órgãos de segurança são essenciais para desarticular redes criminosas. A ação em Uberlândia é um exemplo do trabalho conjunto e da eficácia da Ficco na luta contra o tráfico de drogas.

    Impacto e perspectivas

    A apreensão de 300 tabletes de cocaína representa um prejuízo significativo para as organizações criminosas que atuam no tráfico de drogas, mostrando a importância da atuação integrada das forças de segurança. A operação também reforça a presença do Estado em regiões estratégicas para o tráfico, diminuindo a circulação de drogas e contribuindo para a segurança da população.

    As investigações seguem em curso para identificar outros envolvidos na logística do tráfico e coibir a entrada de drogas na região. A operação bem-sucedida é mais um passo na incessante luta contra o crime organizado em Minas Gerais.