Categoria: Música

  • Cinco canções de amor de Bruno Mars que você precisa ouvir

    Cinco canções de amor de Bruno Mars que você precisa ouvir

    Bruno Mars, cujo nome verdadeiro é Peter Gene Hernandez, é um cantor e produtor musical americano nascido no Havaí, em 8 de outubro de 1986.

    A educação musical que recebeu, adicionado a uma voz e um talento excepcional descoberto ainda na infância, permitiu a este jovem artista subir as fileiras da cena musical americana e do R’n’B.

    Desde que se juntou à música, Bruno Mars teve grandes sucessos, como “Locked out of heaven”, “When I Was Your Man” e “Unorthodox Jukebox”. O artista sempre marca o mundo da música com seus hits. Principalmente, ele conquista milhares de corações mundo afora com suas letras romantizadas.

    Bruno é do signo de libra e todo libriano pensa muito no amor carregado de ideias e ideais românticos, ou seja, aquilo que faz um relacionamento perfeito. O signo de libra, aliás, é regido por Vênus, a deusa do amor. Talvez por isso o cantor tenha o dom de escrever músicas românticas carregadas de sentimentos, seja em ritmo pop ou em uma balada de piano.

    Separamos cinco músicas de Bruno Mars que são as mais belas canções de amor, poesias cantada. Confira:

    “Just the Way You Are”

    É o primeiro single do seu primeiro álbum de estúdio, “Doo-Wops & Hooligans” e foi lançado nos Estados Unidos em 20 de julho de 2010, tornando-se o single mais baixado em 2011, com 12,5 milhões de vendas.

    A canção foi escrita por The Smeezingtons, Khalil Walton e Needlz, e foi foi produzida por The Smeezingtons e Needlz.

    “Eu não estava pensando em nada de profundo ou poético. Eu estava contando uma história. Prepare-se para se apaixonar.”, disse o cantor em uma entrevista.

    “Grenade”

    Ainda no primeiro álbum, é impossível passar por ele sem falar do single “Grenade”, o maior sucesso do álbum. Escrita por Brody Brown, Claude Kelly e Andrew Wyatt a faixa foi o segundo single do álbum. Na letra, Bruno Mars fala com uma garota que ele ama, mas que o deixou por não gostar dele. Ele diz que ele poderia se matar por ela, mas ela não faria a mesma coisa por ele. No clipe, ele puxa seu piano, que representa o fardo que ele tem sobre ele por causa dos sentimentos por sua amada, caminhando pelas ruas da Califórnia. Ele para na frente de sua amada e vê que ela já o substituiu, então ele continua seu caminho sem saber para onde ir e para em uma estrada de ferro, ele toca algumas notas de piano, enquanto o trem se aproxima. Por fim, a imagem é cortada antes do impacto. Ele cometeu suicídio.

    “Locked Out of Heaven”

    A faixa foi lançada como o 1º single do segundo álbum do cantor, o “Unorthodox Jukebox”, no dia 1º de outubro de 2012. Ela é inspirada no trabalho de cantores como Michael Jackson e das bandas The Police, The Romantics e The Outfield. Com uma mistura de rock e reggae, a música refere-se ao estilo criado por The Police. Alguns acordes e riffs são semelhantes aos da música “Can not stand Losing You” composta por Sting.

    O clipe da música é caracterizado por um estilo retrô e é focado apenas no desempenho do cantor junto com sua banda em uma pequena sala, durante o que parece ser uma a uma festa com os amigos. As imagens do vídeo foram projetadas para que pudessem ter o efeito de um VHS, referência aos anos 70.

    “When I Was Your Man”

    Ainda no segundo álbum, “When I Was Your Man” foi escrita pelo próprio Bruno Mars, junto com Philip Lawrence, Ari Levine e Andrew Wyatt, a equipe de produtores de discos The Smeezingtons. A canção é uma balada de piano pop, onde o cantor se lamenta por ter terminado com uma garota. Ele fala com sua ex-namorada dizendo que, quando eles estavam juntos, ele teria que cortejá-la e dar-lhe presentes e deseja que seu atual namorado faça tudo o que ele não fez por ela. A música é dedicada à ex-namorada de Mars, Chanel Malvar.

    “Versace on the Floor”

    “Então, querida, vamos diminuir as luzes e fechar a porta / Oh, eu amo este vestido, mas você não vai mais precisar dele / Não, você não vai mais precisar dele / Vamos apenas nos beijar até ficarmos nus, querida”, canta Mars.

    A faixa faz parte do terceiro álbum do cantor, “24K Magic”, lançado em 2016, e o clipe mostra a troca de olhares entre o Bruno e a jovem Zendaya, modelo, atriz e cantora norte-americana. No vídeo, ela dança enquanto ele canta e toca piano. Seduzida pelos vocais abafados de Mars e letras sedutoras, a jovem começa a dançar em volta do quarto até que ela finalmente deixa seu pequeno vestido dourado cair no chão, combinando perfeitamente com o título da música.

  • The Great Impersonator

    The Great Impersonator

    Desde sua estreia com Badlands em 2015, Halsey se estabeleceu como uma das figuras mais intrigantes da música pop alternativa. Conhecida por sua habilidade em transformar suas lutas pessoais em narrativas dramáticas e líricas, Halsey ganhou um público fiel que se identifica com seu retrato cru e muitas vezes sombrio das suas emoções. Com The Great Impersonator, seu quinto álbum de estúdio, a cantora mergulha mais fundo do que nunca em temas de identidade, mortalidade e a complexa dança entre sua verdadeira personalidade, Ashley Frangipane, e seu alter ego artístico, Halsey.

    O conceito do álbum é tanto uma homenagem à história da música quanto uma reflexão pessoal: ele é inspirado em ícones de diferentes décadas, de Joni Mitchell a David Bowie, revelando a admiração de Halsey por figuras que moldaram a cultura pop e trazendo uma reflexão sobre a natureza da fama e da identidade pública. Escrito durante um período turbulento em sua vida – em que ela enfrentou postpartum e lúpus – Halsey descreve a sensação de ser uma “impostora profissional de Halsey”. Esse título revela, em parte, a forma como ela se sente desconectada do próprio corpo e da persona que criou há 10 anos atrás.

    O álbum nos oferece uma variedade de homenagens musicais e visuais. Embora algumas músicas aludam claramente ao estilo de ícones como Fiona Apple e Bruce Springsteen, Halsey vai além da simples imitação; ela tece suas próprias experiências e suas inspirações em um trabalho que desafia as convenções. 

    Em faixas como “The End”, inspirada por Joni Mitchell, Halsey canta sobre temas como a mortalidade e as batalhas pessoais, transformando a música em uma meditação lírica e melancólica. Essa canção, uma das mais autênticas do álbum, usa referências ao folk para capturar sua experiência única diante da doença e da inevitabilidade da vida.

    Outro destaque é “Lonely Is the Muse”, uma faixa com letras afiadamente introspectivas sobre ser a musa de artistas passados, mas sentir-se esquecida ou reduzida a um papel de apoio. As linhas “I’ve inspired platinum records / I’ve earned platinum airline status” exploram a ideia da musa como objeto de inspiração e, simultaneamente, de negligência – um papel que Halsey questiona de maneira irônica e melancólica. Aqui, Halsey usa a figura da musa, tradicionalmente relegada à inspiração, para refletir sobre o papel da mulher na indústria musical e na sociedade, além de seu próprio sucesso.

    The Great Impersonator é, ao mesmo tempo, uma exploração do legado musical e uma tentativa de Halsey de confrontar as expectativas que seu público e ela mesma criaram sobre o que significa ser uma artista em constante evolução.

     Em “I Believe in Magic”, ela examina sua relação com a maternidade e o envelhecimento, observando a passagem do tempo e sua posição como mãe e filha. A canção é um aceno tanto à perda da juventude quanto à aceitação da mortalidade.

    The Great Impersonator pode ser colocado como um divisor de águas na carreira da Halsey, um trabalho que busca redefinir sua identidade musical e suas influências, um trabalho que embora seja ambicioso, não impressionar, tem momentos em que ele não consegue colocar a sua própria voz entre tantas referências. O álbum destaca a habilidade de Halsey enquanto compositora de transformar sua dor em arte – uma característica que a manteve no topo da música alternativa nos últimos anos, mas que desta vez, não parece ser o suficiente. O álbum consegue brilhar em alguns momentos, mas não tem a intensidade dos trabalhos anteriores da Hasley. The Great Impersonator soa mais como um experimento ousado do que um novo clímax artístico para a carreira de Hasley, uma jornada interessante, mas que não consegue impressionar. 

  • “Patterns”: Kelsea Ballerini está pronta para ir além da música country?

    “Patterns”: Kelsea Ballerini está pronta para ir além da música country?

    Desde sua estreia, Kelsea Ballerini consolidou-se como uma estrela da música country, conhecida tanto pelo sotaque marcante do Tennessee quanto pela habilidade de narrar histórias pessoais e envolventes em suas canções. 

    Com o lançamento de Patterns, seu quinto álbum de estúdio, em 25 de outubro, Ballerini parece sugerir que está em busca de novas direções musicais. Este é o primeiro álbum completo após o lançamento do seu EP Rolling Up the Welcome Mat, de 2023, no qual ela detalhou de forma vulnerável seu divórcio com o cantor australiano Morgan Evans — e que lhe rendeu uma indicação ao Grammy Award na categoria “Melhor Álbum Country”.  Agora, com Patterns, ela explora novas sonoridades e questões emocionais, com uma narrativa que, em alguns momentos, não consegue ser tão poderosa quanto a dos seus trabalhos anteriores.

    Em suas 15 faixas, Patterns oferece um relato de superação e reflexão sobre os altos e baixos da vida, celebrando as lições aprendidas e os caminhos traçados. A leveza e honestidade permeiam o amadurecimento de Ballerini, mas a narrativa que até agora tem marcado presença em  suas canções está menos evidente. 

    Faixas como “Sorry Mom” capturam o sentimento de não ter seguido o caminho convencional, ao mesmo tempo em que expressam orgulho pela jornada única. No segundo single do álbum, ela explora a relação com a mãe e a juventude com uma melodia agridoce que evoca o peso do amadurecimento, especialmente para aqueles que vivem fora dos “padrões” esperados.

    Ainda que enraizado no country, o álbum flerta com influências do pop e até do R&B, criando uma mistura que, embora refrescante, pode causar uma estranheza em seus ouvintes mais antigos.

    Em “Cowboys Cry Too”, Ballerini se une a Noah Kahan para explorar a vulnerabilidade masculina, uma abordagem pouco usual no gênero country. Já “First Rodeo” utiliza comparações criativas sobre o amor, lembrando ao público o seu talento em contar histórias..

    A faixa-título, “Patterns”, mergulha na complexa questão de seguir ciclos familiares e se questiona sobre a capacidade de escapar desses padrões. Com versos como “Is this a battle that I’ll ever win?”, Ballerini consegue conduzir o ouvinte a uma reflexão sobre identidade e propósito..

    Apesar de algumas faixas parecem repetitivas ou saturadas, Patterns consegue trazer à tona a vulnerabilidade emocional de Kelsea e seu amadurecimento ao longo dos anos. .Patterns pode ser visto como um álbum de transição, onde Ballerini experimenta novas sonoridades e desafia as expectativas de sua fanbase. Embora alguns possam sentir falta de seu country mais raiz, as composições do álbum sugerem que Ballerini está em um momento de descoberta pessoal e artística. Em uma mistura de autoconhecimento e maturidade, Patterns oferece um vislumbre da nova fase de Kelsea Ballerini, que parece pronta para expandir seus horizontes para além do country, ao mesmo tempo em que se mantém fiel à sua essência.

  • ‘Bem-te-vi’, nova música de Maria Cecília & Rodolfo, é a poesia de um amor que sabe voar

    ‘Bem-te-vi’, nova música de Maria Cecília & Rodolfo, é a poesia de um amor que sabe voar

    Na última sexta-feira (25), Maria Cecília & Rodolfo apresentaram ao público “Bem-te-vi”, uma canção que combina a leveza de um amor que parte com a esperança de um reencontro.

    Primeiro lançamento do projeto “Maria Vai Com as Outras”, “Bem-te-vi” é uma produção da Universal Music dirigida por Ivan Miyazato e Alailson Bernardo e traz em sua melodia e letra a delicadeza do amor livre, aquele que sabe deixar ir, mas que guarda uma porta aberta para o retorno. Inspirada pelo belo pássaro de mesmo nome, a faixa tem a alma de um sertanejo que abraça a liberdade e a nostalgia, conquistando corações e desbloqueando memórias.

    Com o intuito de celebrar a força feminina, o projeto “Maria Vai Com as Outras” reuniu, em março deste ano, mais de 20 compositoras em um camping de composição no Mavsa Resort, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. Nomeado em tributo à antiga banda pop rock de Maria Cecília, o projeto é mais do que uma produção musical – é um movimento que fortalece e expande o sertanejo feminino, um espaço onde as mulheres podem contar suas histórias e emoções de forma autêntica e poética.

    A canção revela a essência de um amor que, como o pássaro bem-te-vi, é bonito por sua liberdade. O pássaro, com seu canto inconfundível, simboliza aquele amor que você vê ao longe e deseja, mas nunca tenta aprisionar. Os versos “Meu bem-te-vi, quando eu pisquei, você já não estava aqui” capturam a rapidez com que o amor pode partir, mas também a aceitação que vem ao deixá-lo ir. E, ainda assim, a saudade está lá, junto à esperança no verso: “Quando quiser pousar de novo, eu tô aqui.”

    Cada verso é um reflexo de cenas cotidianas e memórias que ecoam suavemente, como no momento “te vi na rua tomando o seu café”. É uma poesia leve e acessível, onde a saudade e o amor coexistem em paz, como se o eu lírico entendesse que a felicidade do outro é o maior símbolo do próprio afeto. A melodia não sobrecarrega a letra, mas flui junto com a emoção, reforçando o tom de saudade e acolhimento.

    Compositoras como Amanda Coronha, Bruna Siqueira, Chay Moraes e Lola Ortiz, além da própria dupla, trouxeram seus universos para “Bem-te-vi”, contribuindo com uma perspectiva renovada ao sertanejo. “Maria Vai Com as Outras” reflete o novo protagonismo das mulheres no gênero, mas também amplia a sua riqueza narrativa, transformando a canção em um manifesto de liberdade e força, relembrando o valor da mulher em todos os cantos da música.

    Para quem já ama o sertanejo, “Bem-te-vi” é como um reencontro com o gênero, mas através de uma nova visão, mais intimista e poética. Para quem é novo nesse estilo, a faixa é um convite para se aventurar no sertanejo de maneira sensível e livre. Em “Bem-te-vi”, Maria Cecília & Rodolfo retratam um amor que é eterno justamente por ser livre – como o pássaro que, mesmo voando para longe, deixa um canto que ecoa. “Bem-te-vi” está disponível em todos aplicativos de áudio. Ouça agora!

    O clipe oficial está disponível no YouTube. Assista:

  • Pitty: uma letrista inteligente, visionária e essencial para o rock brasileiro contemporâneo

    Pitty: uma letrista inteligente, visionária e essencial para o rock brasileiro contemporâneo

    Entre as vozes mais emblemáticas do rock brasileiro contemporâneo, Pitty se destaca não apenas pela sua presença cênica e potência vocal, mas também pela riqueza e profundidade de suas letras. Ao longo de sua trajetória artística, a cantora consolidou-se como uma das letristas mais inteligentes dos últimos anos, abordando temas que variam do existencialismo à crítica social.

    Desde o início de sua carreira, Priscilla Novaes Leone, vulgo Pitty, demonstrou uma habilidade singular de traduzir sentimentos complexos em versos acessíveis, sem nunca abrir mão da força de suas mensagens.

    Canções como “Admirável Chip Novo” exemplificam essa característica ao expor uma crítica incisiva ao controle e à mecanização da sociedade, um tema que se revela extremamente pertinente em nossos dias. Inspirada no livro “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley, a música é um manifesto distópico, antecipando discussões sobre alienação e conformidade — questões centrais à experiência humana contemporânea.

    O que distingue Pitty como letrista inteligente é sua capacidade de abordar temas íntimos sem descurar a crítica social. Em “Na Sua Estante”, por exemplo, a artista aborda a vulnerabilidade e a força necessárias para superar desilusões pessoais, utilizando uma delicadeza que desafia as convenções tradicionais do rock. Pitty é habilidosa em mesclar uma linguagem simbólica a uma expressão direta, fazendo com que quem ouve as músicas se veja refletido tanto em suas fragilidades quanto em suas forças.

    Além disso, a baiana explora questões de gênero e empoderamento feminino com uma sensibilidade que evita o panfletarismo. “Desconstruindo Amélia” é um exemplo de como Pitty utiliza sua música para questionar estereótipos e desafiar narrativas limitantes sobre o papel da mulher na sociedade. A música vai literalmente desconstruindo a figura feminina que é ensinada a servir e se doar, esquecendo-se de si mesma. Percebe como suas letras são carregadas de múltiplas camadas de significados, onde o pessoal e o político se entrelaçam de forma orgânica e visceral?

    Ao longo dos anos, Pitty tem evoluído como letrista, mantendo-se distante de fórmulas fáceis. Em “SETEVIDAS”, por exemplo, a cantora investiga o renascimento pessoal e as várias formas de recomeçar, um tema que dialoga com as constantes transformações da vida moderna. Suas composições refletem um amadurecimento artístico que continua a surpreender até mesmo aqueles que a acompanham desde seu início.

    Pitty se destaca por empregar suas letras como uma ferramenta de resistência e questionamento. Ela instiga, provoca reflexões e desafia qualquer situação que envolva manter, questionar, defender ou reconsiderar o estado atual de algo, frequentemente aceito sem questionamentos, e é exatamente essa postura que a consagra como uma das letristas mais inteligentes de nossa era. Suas músicas são uma reflexão sobre o que significa ser humano em meio ao caos, sempre com uma poesia crua e sem concessões.

    Assista ao videoclipe oficial do single “Anacrônico”:

  • Harlequin: a versatilidade e a rebeldia de Lady Gaga

    Harlequin: a versatilidade e a rebeldia de Lady Gaga

    Lady Gaga, ou Stefani Germanotta – para os mais íntimos, sempre se destacou por sua versatilidade e audácia artística. Desde sua estreia em 2008 com o álbum The Fame, Gaga rapidamente se tornou um ícone da música pop, famosa por suas performances teatrais e interpretações musicais. Gaga também se destacou em Hollywood, por sua atuação no seriado American Horror Story e no remake do filme “A Star Is Born” (2018), pelo qual recebeu um Oscar de Melhor Canção Original.

    No entanto, foi sua personificação de Harley Quinn, no filme Joker: Folie à Deux, que parece ter desencadeado uma nova fase criativa na carreira da artista, culminando no álbum Harlequin, uma obra que nasceu da complexidade e imprevisibilidade de sua personagem.

    O álbum Harlequin surgiu como um complemento ao papel de Lady Gaga como Harley Quinn, também conhecida como Arlequina. Como Gaga declarou em várias entrevistas, interpretar Quinn a inspirou profundamente, a ponto de desejar criar uma trilha sonora que refletisse a natureza volátil e multifacetada de sua personagem. 

    Em entrevista à Apple Music, Gaga disse: “Se eu quiser que seja blues, será blues. Se eu quiser que seja funk, será funk. Se eu quiser que seja soul, será soul.” E assim, Harlequin se destaca por suas escolhas estilísticas que remetem tanto à tradição do jazz quanto ao frenesi e à anarquia associados a Harley Quinn.

    Harlequin vai muito além do que se espera de uma trilha sonora tradicional, o álbum explora as complexidades emocionais de Quinn, através de uma fusão ousada de gêneros como jazz, blues e cabaré. 

    O álbum abre com “Good Morning”, uma reinterpretação do clássico imortalizado por Judy Garland e Mickey Rooney. Gaga começa de forma sutil, com um tom de inocência, mas rapidamente mergulha em sua marca registrada: interpretações teatrais e expansivas. A canção prepara o palco para o que está por vir.

    “Get Happy (2024)”, outra faixa clássica, recebe uma atualização com guitarras distorcidas e arranjos inesperados. Gaga consegue preservar a essência alegre da versão original, mas incorpora uma imprevisibilidade que reflete a instabilidade emocional de Harley Quinn.

    “Oh, When The Saints”, é uma versão ousada do hino espiritual, onde o blues se encontra com o rock, fazendo referência ao espírito livre e rebelde de Quinn. O uso de guitarras e a abordagem crua da faixa criam uma atmosfera que é familiar e perturbadora, ao mesmo tempo.

    Um dos destaques do álbum é “The Joker”, nela Gaga revisita a música de Shirley Bassey de 1968 com uma interpretação poderosa e profundamente visceral. O arranjo de rock, impulsionado por guitarras fortes, dá à faixa uma intensidade que encapsula o caráter caótico de sua persona.

    O álbum também apresenta duas faixas originais que capturam ainda mais o espírito de Harley Quinn. “Folie à Deux”, com sua atmosfera de valsa orquestral e uma performance vocal que flutua entre diferentes tons, espelha a volubilidade de Quinn, transparecendo o dinamismo e a volatilidade da personagem. A música é rica em nuances, e sua estrutura complexa confere ao álbum um toque de sofisticação.

    “Happy Mistake” é uma das músicas mais introspectivas do álbum. Gaga explora sua vulnerabilidade tanto no vocal quanto na letra, enquanto narra o processo de fragmentação psicológica de Quinn. “Minha cabeça está cheia de espelhos quebrados”, canta Gaga, em uma alusão direta ao estado mental instável de sua personagem. A música começa de forma frágil, mas cresce em intensidade, refletindo a jornada emocional de Quinn.

    Lady Gaga já havia mostrado sua afinidade com o jazz em álbuns anteriores, como Cheek to Cheek e Love for Sale, em colaboração com Tony Bennett. Em Harlequin, essa influência é perceptível em faixas como “That’s Entertainment” e “I’ve Got the World on a String”, onde Gaga mantém a tradição do jazz, mas sempre adicionando sua marca pessoal. O toque de cabaré, característico de suas performances ao vivo em Las Vegas, também está presente, destacando-se em números como “That’s Life”, que fecha o álbum de maneira grandiosa e melodramática.

    Por outro lado, versões mais suaves, como “Smile” e “Close to You”, não atingem a mesma intensidade emocional de suas versões originais. “Close to You”, por exemplo, não consegue captar completamente a vulnerabilidade da interpretação de Karen Carpenter, e a performance de Gaga, embora tecnicamente impecável, carece da delicadeza que a canção exige. 

    O álbum é permeado pela dualidade entre Lady Gaga e Harley Quinn, onde a linha entre artista e personagem é frequentemente borrada. Faixas como “If My Friends Could See Me Now”, que começa de forma contida para depois explodir em uma performance exuberante, exemplificam essa fusão. Gaga consegue canalizar a anarquia emocional de Quinn, ao mesmo tempo em que explora sua própria teatralidade e poder vocal.

    Harlequin é um álbum que, em grande parte, se destaca por sua originalidade e pela forma como Lady Gaga abraça plenamente a natureza de sua personagem. A mistura de clássicos do jazz e blues com as excentricidades de Harley Quinn cria uma atmosfera que é, ao mesmo tempo, deslumbrante e inquietante. Embora algumas faixas possam carecer de sutileza, o álbum é uma vitrine do talento vocal de Gaga e de sua capacidade de mergulhar profundamente em personagens e narrativas complexas.

    Harlequin não é apenas um tributo à loucura e imprevisibilidade de Harley Quinn, mas também um lembrete do absurdo talento de Lady Gaga, como intérprete. 

  • 143: O Declínio de Katy Perry

    143: O Declínio de Katy Perry

    O novo álbum de Katy Perry, 143, lançado na última sexta-feira, marca um momento decisivo — e preocupante — em sua carreira, um dia antes de seu aguardado show no Rock in Rio para mais de 100 mil pessoas. O álbum prometia ao público uma “volta sexy e provocativa” aos dias de glória da cantora, apenas evidenciou um esgotamento criativo por completo de Perry.

    O álbum abre com “Woman’s World”, uma tentativa de hino de empoderamento feminino que é, sem dúvida, um dos piores singles de retorno da carreira de Perry. Co-escrito com o polêmico produtor Dr. Luke, que esteve no centro das acusações de abuso feitas por Kesha, a escolha já seria controversa, mas a música em si não ajuda. Com letras genéricas e datadas como “ela é uma flor, ela é um espinho, super-humana, número um”, a faixa falha em capturar qualquer emoção genuína e estabelece um tom fraco para o restante do álbum.

    No entanto, nem tudo é um desastre completo. O álbum melhora ligeiramente, com faixas como “Lifetimes”, um house-pop divertido, e “Crush”, que revive a batida clássica do Eurodance – mas não se engane fácil: esses são os únicos pontos fortes do álbum. Essas músicas são exemplos da habilidade de Perry em criar refrões pegajosos, que já a  levaram ao topo das paradas nos anos 2010. 

    Infelizmente, boa parte do álbum parece uma tentativa desesperada de recriar o sucesso de sua era Teenage Dream, sem o frescor e a originalidade que definiam seus maiores hits. “Artificial”, por exemplo, é uma tentativa de criar uma nova versão de “E.T.”, enquanto “I’m His, He’s Mine”, em colaboração com Doechii, começa bem, mas logo se perde, desperdiça o potencial da jovem rapper, resultando em uma faixa esquecível.

    Ao longo do álbum são apresentadas 11 músicas que não apresentam nenhuma conexão entre si, o álbum em si parece uma grande confusão, não há uma história sendo contada ou um conceito sendo apresentado, são apenas uma dezena de músicas sendo colocadas em um mesmo lugar sem nenhum critério. 

    O encerramento com “Wonder”, que traz a participação vocal de sua filha de 4 anos, Daisy, soa como um gesto forçado de apelo emocional – mas se coloca como uma das faixas mais marcantes do álbum para quem aguentou firme e de fato conseguiu ouvi até o fim.

    Mas não foram muitos os que aguentaram ouvir o álbum do começo ao fim, a prova disso é o desempenho do álbum em plataformas globais. No dia de estreia, 143 acumulou apenas 6,6 milhões de reproduções no Spotify global. Para efeitos de comparação, “Die With a Smile”, parceria de Lady Gaga com Bruno Mars, lidera o Spotify Global com mais de 11 milhões de reproduções diárias. 143 não conseguiu estrear em nenhum dos charts globais do Spotify, Apple Music, iTunes ou qualquer outra parada, mostrando que o público parece não estar disposto a abraçar os erros de Katy Perry. 

    Desde Witness (2017), seu último respiro nos charts globais, a cantora tem enfrentado um declínio cada vez maior. Smile (2020), lançado durante a pandemia, foi ignorado por grande parte do público, e agora 143 marca o desaparecimento por completo da cantora dos charts. A era em que Perry facilmente emplacou números 1 consecutivos nos charts parece agora um passado distante.Se Perry ou seus mais fiéis fãs, conhecidos como Katycats,  esperavam que 143 fosse o álbum que traria sua carreira de volta aos trilhos, ele apenas evidenciou de vez o declínio criativo que a cantora sofre desde do seu 4° álbum de estudo Witness – sem conseguir produzir algo que de fato seja interessante para o público geral. 143 é um álbum, repleto de faixas fracas com letras genéricas e uma produção sem rumo, o álbum mais parece um playlist de aleatoriedade  do que um álbum, a única função assumida por 143 parece ser de ser de deixar Perry ainda mais apaga do cenário pop atual.

  • Gusttavo Lima tem prisão decretada em operação de lavagem de dinheiro

    Gusttavo Lima tem prisão decretada em operação de lavagem de dinheiro

    O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) decretou, nesta segunda-feira (23), a prisão do cantor Gusttavo Lima, em um desdobramento da Operação Integration. A ação investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro que também envolveu a prisão da influenciadora digital Deolane Bezerra, já detida em setembro. O mandado de prisão foi expedido pela juíza Andrea Calado da Cruz, da 12ª Vara Criminal do Recife, em resposta a uma investigação que identificou movimentações financeiras suspeitas.

    A Operação Integration, conduzida pela Polícia Civil de Pernambuco, é centrada em um esquema que teria movimentado aproximadamente R$ 3 bilhões por meio de apostas esportivas e jogos de azar. “A decisão foi necessária para dar continuidade às investigações”, afirmou a juíza em despacho. Entre as alegações do Ministério Público estão a possibilidade de destruição de provas e a tentativa de evasão por parte dos envolvidos.

    Contexto do caso

    A operação ganhou destaque no início de setembro, quando Deolane Bezerra foi presa sob a acusação de envolvimento direto na movimentação financeira ilícita. Ela havia aberto uma empresa de apostas, Zeroumbet, com um capital de R$ 30 milhões. Na sequência, a Justiça bloqueou R$ 20 milhões da influenciadora e R$ 14 milhões da Zeroumbet. “Minha renda mensal é de R$ 1,5 milhão”, declarou Bezerra em depoimento.

    Durante as investigações, a compra e venda de carros de luxo foram citadas como parte do esquema de lavagem de dinheiro. Bezerra adquiriu um Lamborghini Urus S de R$ 3,85 milhões, comprado do empresário Darwin Henrique da Silva Filho, também preso na operação. A polícia apurou que os pagamentos à vista por esses veículos geraram suspeitas de envolvimento com o jogo do bicho.

    Desenvolvimento das prisões

    A prisão de Gusttavo Lima é mais um capítulo dessa investigação complexa. O cantor vinha sendo monitorado pelas autoridades desde a prisão de Bezerra. A Justiça determinou o sequestro de bens, incluindo aeronaves e carros de luxo, além do bloqueio de ativos financeiros no valor de R$ 2,1 bilhões de vários investigados.

    Bezerra, que inicialmente foi presa e posteriormente liberada com um habeas corpus, teve sua liberdade revogada após descumprir as medidas cautelares impostas. Desde então, ela foi transferida para o presídio em Buíque, no Agreste de Pernambuco.

    A defesa de Deolane Bezerra tem buscado reverter a prisão, mas os recursos de habeas corpus foram negados pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco. “Foi uma prisão criminosa, cheia de abuso de autoridade por parte do delegado”, declarou Deolane em entrevista ao sair da prisão no dia 9 de setembro.

    As investigações seguem em curso, com a possibilidade de novos desdobramentos envolvendo outras personalidades.

  • Análise de ‘Caju’, revolução musical de Liniker com autenticidade e maturidade

    Análise de ‘Caju’, revolução musical de Liniker com autenticidade e maturidade

    Saudades dos álbuns com mais de dez faixas? E das músicas com mais de quatro minutos?

    O novo álbum da cantora Liniker, “Caju”, vai na contramão do mercado atual, que tem priorizado EPs mais curtos. Com catorze faixas, o disco segue uma tendência ainda presente nos Estados Unidos, onde álbuns mais longos continuam em alta. Logo no início, Liniker nos presenteia com três músicas de mais de sete minutos: “Veludo Marrom”, “Ao Te Lado” e “Me Ajude a Salvar Os Domingos”.

    Em um mundo cada vez mais fragmentado, onde a atenção é disputada a cada segundo, a música pode ser um refúgio. E para aqueles que buscam uma experiência musical mais profunda e imersiva, “Caju” é perfeito. Com suas faixas longas e envolventes, o álbum nos convida a nos desconectar do mundo e nos conectar com a música de uma forma mais intensa.

    O segundo álbum de estúdio de Liniker, lançado em 19 de agosto de 2024, além de contar com composições originais, também conta com colaborações de peso, como Amaro Freitas, Anavitória, BaianaSystem, Melly, Priscila Senna, Lulu Santos, Pabllo Vittar e Tropkillaz. O primeiro single, “Tudo”, foi lançado em 11 de julho de 2024.

    Assim como a pseudofruta caju, que traz a doçura única em sua polpa e a intensidade na castanha, o álbum “Caju” mistura o sabor do blues com o frescor do pop brasileiro, além de outros ritmos. A produção é como a colheita perfeita, que amadurece no ponto certo, garantindo um sucesso imediato. Em apenas 24 horas, suas 14 faixas frutificaram nas paradas musicais, com 13 delas ocupando lugares entre as 100 mais tocadas no Spotify Brasil, espalhando seu sabor por diversas plataformas.

    Além de ser um sucesso comercial, o álbum explora um lado mais pessoal da artista. Liniker foi imortalizada na Academia Brasileira de Cultura em 2023, e, segundo a própria, o nome “Caju” representa um alter ego, inspirado por um comentário sobre o formato de sua boca. Através desse personagem, ela conta histórias íntimas com mais liberdade, além de refletir sobre o seu “eu interior”.

    A faixa-título, que abre o álbum, é uma obra poética que reflete sobre como amar e ser amado(a). A mensagem central é clara: não devemos aceitar menos do que merecemos. A letra é uma reflexão sobre o amor-próprio e os desafios de colocá-lo em prática.

    As três faixas mais longas — “Veludo Marrom”, “Ao Te Lado” e “Me Ajude a Salvar Os Domingos” — se destacam pela metalinguagem. Em “Veludo Marrom”, Liniker deixa claro: “Nem ligo, a gente pode demorar.”, o que funciona como um comentário sobre a própria duração da faixa, que é mais longa do que a média. A instrumentalidade dessas músicas é impecável.

    Por outro lado, faixas mais curtas como “Tudo” (3:35), “Mayonga” (2:13) e “Papo de Edredom” (3:13) são autênticas e trazem orgulho da música brasileira. “Mayonga” se destaca como um sambinha alegre e envolvente, que lembra as obras de Jorge Ben, com um charme e força irresistível.

    Do início ao fim, “Caju” é um álbum espetacular. Liniker mostra maturidade musical e emocional em cada faixa, e é impossível não se envolver com a profundidade e beleza do trabalho. Em entrevista ao “O Globo”, Liniker celebrou o sucesso: “Estou muito realizada, é a primeira vez que alcanço o Top 1.”. O sucesso é mais que merecido, porque “Caju” é uma obra que transcende que contrasta com o mercado atual, entregando música de qualidade em todos os aspectos.

    Com ‘Caju’, nos sentimos mais brasileiros do que nunca. A língua portuguesa ganha novos contornos e sonoridades com esse álbum, fortalecendo nossos laços com a nossa cultura.

    O álbum está disponível nas plataformas digitais de streaming de músicas, incluindo em formato visual no YouTube.

    Ouça “Caju”:

  • Short n’ Sweet

    Short n’ Sweet

    Há pouco tempo o nome Sabrina Carpenter só era conhecido por um pequeno número de amantes da música pop. Hoje em dia, o jogo já é outro e a cantora norte-americana conseguiu emplacar o seu sexto álbum de estúdio, Short n’ Sweet, no primeiro lugar da Billboard 200. Com um total de 362 mil unidades equivalentes de álbuns vendidas apenas nos Estados Unidos durante a primeira semana, o álbum consolida Carpenter como uma das estrelas mais promissoras do pop atual. O sucesso foi impulsionado ainda mais pelos seus dois singles que dominaram as paradas nas últimas semanas, “Espresso” alcançou o número 3 na Hot 100, eleita a música do verão pela Billboard e “Please Please Please” alcançou o cobiçado primeiro lugar no Hot 100.

    Em um cenário pop com dificuldades de furar a bolha, é impossível ignorar o impacto de Short n’ Sweet. Além de ser o primeiro álbum de Carpenter a alcançar o topo dos charts, ele também marca a terceira maior estreia de 2024. 

    Short n’ Sweet, por sua vez, reuniu uma combinação de vendas físicas impressionantes – com 184 mil unidades vendidas, incluindo 105 mil cópias em vinil – e uma enorme quantidade de streams, alcançando 233 milhões de transmissões sob demanda, o que garante a Sabrina o seu melhor desempenho em streaming até agora. Com 12 faixas, todas as músicas do álbum também figuram no Hot 100, parada musical que reúne as 100 músicas mais tocadas nos Estados Unidos durante a semana, algo que poucos artistas conseguiram até hoje. 

    Com “Taste,” “Please Please Please” e “Espresso”, Sabrina se junta a Taylor Swift e Ariana Grande, como a terceira artista feminina a colocar três músicas no top 5 da Hot 100 simultaneamente. Já no Reino Unido, ela quebra o recorde dos Beatles e se torna a primeira artista feminina a ocupar o top 3 inteiro, com seus respectivos singles. 

    Ela também se junta aos Beatles, como os únicos artistas na história a manter suas primeiras entradas no top 5 da Hot 100 simultaneamente. A banda mais famosa da história emplacou “I Want To Hold Your Hand,” “She Loves You” e “Please Please Me” nos números 1, 2 e 4, respectivamente, na primeira semana de março de 1964.

    No entanto, longe dos números impressionantes, Short n’ Sweet se destaca pela sua leveza e autenticidade. O álbum abraça o lado divertido do pop, em uma época em que muitos artistas optam por uma seriedade e dramatização excessiva ou uma cansativa tentativa de ser diferente. 

    Sabrina Carpenter, que passou anos como estrela da Disney antes de seguir seu caminho solo, mostra que encontrou sua própria voz e identidade musical. Ao longo das 12 faixas, ela não tem medo de brincar com diferentes gêneros e narrativas, sempre mantendo sua marca de ironia e charme.

    Faixas como “Taste” e “Good Graces” trazem uma pegada pop-rock, enquanto “Please Please Please” é uma mistura cativante de sintetizadores e batidas nu-disco. A exploração da força vocal de Carpenter é uma surpresa agradável no disco, além de sua habilidade de transformar temas cotidianos e corações partidos em momentos de pura diversão.

    Por fim, Short n’ Sweet é um lembrete de que o pop pode ser leve, inteligente e, acima de tudo, divertido. Depois de 5 álbuns e 9 anos de carreira, Sabrina Carpenter finalmente marca sua posição na indústria musical. E, ao que tudo indica, sua ascensão está longe de terminar.